O técnico Didier Deschamps exaltou a performance de Kylian Mbappé na vitória da França sobre a Polônia, por 3 a 1, neste domingo. O atacante do Paris Saint-Germain fez dois gols, assumiu a artilharia da Copa do Mundo do Catar, e comandou os franceses na conquista da vaga nas quartas de final.

“Ele pode mudar o jogo em apenas um instante. Sempre joga com alegria e todos querem compartilhar estes sorrisos com ele. A França precisava de um grande Kylian Mbappé nesta noite e teve ele em campo”, declarou o treinador, que tenta levar a equipe francesa ao tricampeonato mundial.

O técnico também elogiou o atacante Olivier Giroud, bastante criticado em 2018, quando passou em “branco” na Copa da Rússia. Neste domingo, marcou seu terceiro no Catar e chegou aos 52 no total pela seleção, superando Thierry Henry como o maior artilheiro da história da seleção francesa.

“Ele sempre foi um jogador importante. Há quatro anos, não marcou gols, mas foi determinante (para o título). Ele passou por momentos difíceis, mas agora está bem. Foi muito criticado, mas é muito forte mentalmente”, declarou o treinador francês.

Deschamps também ficou satisfeito com a eficiente parceria entre Mbappé e Giroud, autor do primeiro gol francês contra os poloneses. “O Mbappé gosta de ter esse atacante de apoio por perto. Ele pode fazer a diferença por si só num jogo, mas acredito que ambos são necessários na equipe.”

O gol de Giroud saiu aos 43 do primeiro tempo, quando a França estava longe de empolgar em campo. Ao fim da partida, o treinador admitiu preocupação com a fraca performance na etapa inicial. “A Polônia foi mais ofensiva do que nos três jogos da fase de grupos. E, durante muitos minutos, não fomos com a bola e nem sem a bola. Mas soubemos corrigir as coisas no intervalo, com um novo posicionamento de Griezmann, mais adiantado.”

Deschamps também comentou sobre a situação incomum protagonizada pelo zagueiro Joules Koundé. Ele entrou em campo usando um colar e precisou retirá-lo por ordem do árbitro no decorrer da partida.

“Para ser sincero, não sei o que havia na corrente dele. Sei que Jules é supersticioso e que sempre usa sempre aquela corrente, mesmo nos treinamentos. Eu disse a ele: você tem sorte de eu não estar perto de você porque eu também teria tirado isso de você”, disse o técnico. “Sei que os jogadores não podem usar correntes ou pulseiras em campo. Eles não são permitidos e eu pensei que Jules tinha tirado, mas ele não o fez. Então a culpa é nossa.”