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Economia

Após compra da Somos Educação, Kroton quer ofertar terceirização de gestão para escolas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Kroton, maior grupo educacional do Brasil, espera crescer oferecendo serviços para o setor de ensino básico após a aquisição da Somos Educação.

Entre os planos da companhia está levar gestão para escolas, assumindo funções como contabilidade, recursos humanos, administração financeira e marketing.

A aquisição, por R$ 4,6 bilhões, foi anunciada em abril e concluída em outubro. Além de escolas, a Somos era dona do sistema Anglo e das editoras Ática, Scipione e Saraiva.

Em conversa com jornalistas, Rodrigo Galindo, presidente executivo da Kroton, disse que as duas companhias somadas tem participação de mercado de 1% no setor ensino básico.  O segmento representa cerca de 27% de seu faturamento total.

Segundo ele, o mercado é fragmentado e apresenta grande potencial de crescimento.

No ensino superior, a companhia tem cerca de 14% de participação.

Uma das estratégias da empresa para crescer no segmento, no qual possui 46 escolas, é ampliar a oferta de serviços complementares às escolas que compram material didático da Somus, como livros e apostilas.

A companhia pode ampliar a venda para essas escolas oferecendo itens complementares, como plataformas de avaliação online de alunos ou de formação continuada para professores, por exemplo.

Já o programa de terceirização das atividades gerenciais, chamado por Galindo de Escola Aliada, teria como objetivo deixar as unidades de ensino se preocuparem apenas com o que elas fazem melhor, que é cuidar da educação, segundo o executivo.

Galindo afirma que esse serviço permitirá manter a viabilidade financeira de escolas de pequeno porte, pois, como o serviço será baseado em uso de plataformas tecnológicas e será compartilhado por várias escolas, poderá ser prestado por preço competitivo.

O executivo, que chama a oportunidade de disruptiva, por, segundo ele,  exigir poucos investimentos e ter alto potencial de retorno, afirma que o mercado potencial para o serviço é de R$ 21 bilhões.

A plataforma tecnológica usada na Escola Aliada será desenvolvida para atender inicialmente as escolas do próprio grupo. Quando estiverem adequadas, serão oferecidas ao mercado, o que não deve acontecer ainda em 2019.

Em relação ao ensino superior, Galindo afirma que a maturação de novas unidades nas quais a empresa investiu nos últimos dois anos permitirá melhora das margens da empresa a partir de 2020.

A companhia partiu de 112 unidades em 2017 para atuais 183.

Segundo ele, também é possível melhorar resultados reduzindo a evasão escolar, atualmente em 12,9% --queda de 0,7% em relação ao terceiro trimestre de 2017.

Galindo afirma que 25% das desistências são resultado de problemas financeiros, enquanto a maioria dos alunos deixa os cursos por dificuldade de engajamento, como falta de tempo para estudar ou dificuldade de acompanhar as matérias. O problema deverá ser enfrentado por projetos que usam tecnologia para apoiar o desempenho de estudantes.

Segundo Galindo, a redução do Fies, programa de financiamento público do ensino superior, foi equacionada e, entre 2014 e 2018 o número de alunos aumentou. O programa começou a ser reduzido em 2015. Atualmente 2,5% dos alunos do grupo são financiados pelo programa.

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