Série C

Árbitro do jogo do Paraná diz que precisou de proteção policial para chegar ao hotel

Confusão em campo, na Vila Capanema
Confusão em campo, na Vila Capanema (Foto: Valquir Aureliano)

O árbitro Michelangelo Martins de Almeida Junior (PE), que apitou Paraná Clube 0x1 Mirassol, no último domingo, relatou na súmula da partida os tumultos ocorridos na Vila Capanema. Ele disse que dirigentes do clube paranaense protestaram no estádio e que precisou ser escoltado pela Polícia Militar até o hotel.

“Ainda no 1° tempo, foi identificado o senhor Nyckolas de Sousa Freire, observador técnico da equipe do Paraná Clube nas arquibancadas gritando e protestando contra as decisões da arbitragem. No 2° tempo, foram identificados, junto ao alambrado, os senhores Rodrigo Vaz e o senhor Flavio Zonta, diretores de futebol do Paraná Clube, gritando e protestando com os braços abertos contra as decisões da arbitragem por diversas vezes”, escreveu o árbitro no documento oficial, publicado no site da CBF.

O árbitro afirmou que houve um “conflito generalizado”. “Ao final da partida, foi identificado, no túnel de acesso, um conflito generalizado entre as equipes do Paraná Clube e Mirassol Futebol Clube, não sendo possível identificar os envolvidos. Por orientação da Polícia Militar do Paraná, prezando pela segurança da equipe de arbitragem, não conseguimos chegar até o tumulto para identificação. Ainda foi preciso que a Polícia Militar do Paraná nos escoltasse até o hotel por falta de segurança, onde, então, pudemos finalizar a súmula da partida”, relatou Michelangelo.

A súmula da partida será agora analisada pelo procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que vai decidir se leva o clube a julgamento, com risco de perda de mando de campo e multas, ou se vai indiciar apenas as pessoas envolvidas (jogadores, dirigentes e funcionários).

Na súmula, o árbitro explicou as duas expulsões de jogadores do Paraná. No documento, ele afirma que Luan recebeu o segundo cartão amarelo no jogo por “segurar o adversário, impedindo um ataque promissor”. O volante Moisés Gaúcho levou o vermelho direto por “chutar o adversário com a bola fora de jogo, com uso da brutalidade na altura da perna”.