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Assessor de irmã de Senna deve ser ministro da Educação

"Mozart Ramos: aproxima\u00e7\u00e3o ocorreu ainda durante a campanha"
"Mozart Ramos: aproxima\u00e7\u00e3o ocorreu ainda durante a campanha" (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, deverá ser o novo ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro (PSL). O educador foi sondado na semana passada pelo presidente eleito.

Ao longo desta quarta-feira (21), houve informações, não confirmadas oficialmente, segundo as quais Mozart tinha aceitado o convite. Em nota, ele negou a informação. Mais tarde, em sua conta do Twitter, Bolsonaro disse que ainda não havia fechado o comando da pasta. “Informo que, até o presente momento, não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação.”

Contudo, Mozart e Bolsonaro vão se encontrar nesta quinta-feira (22), em Brasília, para uma “reunião técnica”. O educador é defensor do ensino integral.

Mozart chegou a ser sondado pelo presidente Michel Temer para o cargo, mas na época recusou. No passado, foi secretário da Educação de Pernambuco, na gestão de Mendonça Filho (2003-2006), antigo ministro do governo Temer. 

O desejo de Bolsonaro era ter à frente da pasta a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viaviane Senna, mas ela demonstrou resistência em assumir o posto.

A nomeação representa um ponto para a deputada eleita Joyce Hasselmann, que foi quem apresentou Viviane a Bolsonaro. O nome de Viviane era estudado para assumir a pasta da Educação na gestão Bolsonaro. Ainda durante a campanha, ela visitou Bolsonaro em sua casa, no Rio de Janeiro.

Viviane é irmã de Ayrton Senna, piloto tricampeão brasileiro de Fórmula 1 que morreu em acidente em maio de 1994 enquanto competia na Itália. Com o objetivo de não chamar a atenção, Viviane se reuniu com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em uma agenda secreta, fora do escritório da transição. A reunião teve a participação de Mozart. 

Ex-secretário de Educação de Pernambuco, Mozart Ramos foi reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e presidiu distintas entidades educacionais, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Todos pela Educação e fez parte do Conselho Nacional de Educação (CNE). 

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