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Calor ‘de outro mundo’ teria atrapalhado a festa de Réveillon em Antonina

Sensação térmica superou os 80 graus neste verão
Sensação térmica superou os 80 graus neste verão (Foto: Franklin de Freitas)

Ao que tudo indica, os dias de calor infernal que afligiram o município de Antonina ao longo do mês de dezembro acabaram prejudicando o movimento turístico na cidade e justamente numa das épocas mais movimentadas do ano, o Reveillon (que fica ao lado do Carnaval e do Festival de Inverno da UFPR em termos de importância no calendário municipal).
Com dias em que a sensação térmica chegou a superar os 80ºC (é tanto calor que é até difícil de imaginar algo assim), muitos turistas acabaram optando por cancelar suas viagens, com os hotéis da cidade perdendo reservas.
“Teve um cliente que disse que a esposa tem pressão alta e por causa das notícias sob re o calor, acabou optando por cancelar (a reserva). Eu mesma, que nasci aqui, nunca senti tanto calor na minha vida”, comenta Rosa de Souza, recepcionista do Hotel Camboá.
“Para o Ano Novo teve gente cancelando reserva, principalmente o pessoal de Curitiba. Nunca tinha visto um calor tão brusco”, complementa Luana Dias Vieira, gerente do Hotel Atlântico, que ainda assim mantém o otimismo. “A expectativa é boa para a temporada, vamos ter muitos eventos.”
O comércio da cidade também teve de se adaptar para poder aproveitar a maior ciculação de dinheiro no mês derradeiro do ano. Wilson Santiago Junior e Marco Soares, gerentes das Lojas Marly e das Lojas Maringá, respectivamente, comentam que a solução foi ampliar o horário de funcionamento dos estabelecimentos.
“Tem sido muito quente, coisa de outro mundo. Nem ventilador tem aguentado”, diz Wilson, que também aponta uma temporada movimentada, com os rios da cidade sempre cheios. “Geralmente fechamos 18h30, mas optamos por estender até 20 horas por causa do calor. Depois das 15 horas o movimento cai bastante e esse é o melhor mês para as vendas. Mas o pessoal ainda vem e gasta. A única questão é que muda um pouco o horário, deixam para vir mais tarde”, completa Marco.
Quem gostou dos dias mais quentes, por outro lado, foi Graciele Gotardi, proprietária da sorveteria Skimoné. Segundo ela, o movimento na loja, que já costuma ser grande nessa época do ano por conta da chegada do verão e do maior número de turistas na cidade no final de ano, teve um crescimento em torno de 30%.

Primeiros dias do ano terão temperaturas acima de 30ºC

Tanto em Curitiba como no litoral paranaense, a expectativa é que os dias de calor intenso persistam nos primeiros dias do ano. Após o dia 1º ser mais fresco, com máximas de 28ºC na Capital e em Paranaguá, a previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) aponta para máximas acima dos 30ºC pelo menos até a próxima sexta-feira.
Em Curitiba, a expectativa é que os termômetros registrem entre 17ºC (mínima) e 31ºC (máxima) até o dia 04 de janeiro. Depois disso, as temperaturas máximas caem um pouco, enquanto as mínimas aumentam, ficando acima dos 20ºC. Há previsão de chuvas, principalmente a partir do primeiro final de semana do ano, que promete ser bastante molhado na Capital, com a previsão de precipitação de 46 milímetros de água.
Já no Litoral, até o dia 11 de janeiro, pelo menos, os termômetros devem registrar todos os dias temperaturas mínimas acima dos 20ºC e máximas acima dos 30ºC. As chuvas, embora menos intensas do que aquelas que deverão ser verificadas em Curitiba, devem começar mais cedo, com precipitações entre sexta e domingo.

Guarda-chuva para se proteger do Sol
O título acima pode parecer esquisito. E é. Para quem mora em Curitiba, realmente, é algo que não faz sentido. Mas em Antonina, explica o secretário municipal de saúde Odileno Garcia Toledo, um guarda-chuva acaba realmente tendo uma ‘função dupla’: “Aqui, o pessoal sai com o guarda-chuva não só para se prevenir da chuva, mas também para poder se proteger do Sol, que nesta época do ano é muito intenso”. Pela cidade, inclusive, é comum ver os moradores utilizando o equipamento em dias de calor. Nos períodos mais críticos, inclusive, a demanda sobre a área de saúde chegou a crescer 30% no município, com as crianças e os idosos sendo os mais afetados. As queixas, aponta o gestor, são sempre iguais: queda de pressão (principalmente em idosos), desidratação (principalmente em crianças) e também há muitos casos de problemas relacionados ao sistema nervoso e estresse por conta do calor.

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