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Lockdown parcial

Com limitação de 30%, supermercados de Curitiba já registram filas e Apras prevê 'correria'

Fila para entrar no Condor da Avenida Marechal Floriano nesta quarta
Fila para entrar no Condor da Avenida Marechal Floriano nesta quarta (Foto: Franklin de Freitas)

Os supermercados de Curitiba já registraram filas no primeiro dia de quarentena mais restritiva, determinada por decretos estadual e municipal. Como as novas regras, que valem a princípio por 14 dias, determinam a limitação de 30% da capacidade física das lojas e o fechamento do setor aos domingos, a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) teme 'correria' com aglomerações principalmente aos sábados e segunda. A associação acredita no risco de uma ''corrida aos supermercados', como aconteceu no início da pandemia, quando houve temor de desabastecimento e os supermercados ficaram lotados e produtos chegaram a faltar nas prateleiras.
 
"A experiência adquirida nesta pandemia mostra que a população é extremamente afetada psicologicamente quando existe algum risco de abastecimento. Assim como diversas pessoas correram para os supermercados no início da pandemia para estocar produtos, o fechamento das lojas aos domingos poderá ocasionar uma correria para a população se abastecer, inclusive fazendo muitas pessoas irem às compras sem a real necessidade", diz a nota, divulgada pela Apras nesta quarta (1).
 
Para a associação, a medida do governo do Estado, que abrange 134 cidades de sete regionais, que concentram 75% dos casos de Covid-19, surtirá um efeito contrário: "Ao invés de garantir o distanciamento social, criará longas filas na parte externa dos estabelecimentos, o que será muito complicado nestes dias em que a previsão é de muita chuva e frio". Nesta quarta (1), várias lojas já registravam filas nos estacionamentos e do lado das lojas.

"Os supermercadistas estão empenhados em oferecer o melhor atendimento possível, inclusive intensificando as suas operações para agilizar o atendimento, mas as empresas estão preocupadas que as mudanças coloquem a população em uma situação mais vulnerável. A Apras acredita que por se tratar de atividade essencial, a opção mais segura e eficaz é garantir que os supermercados estejam abertos e seguindo todos os protocolos de segurança, possibilitando que a população consiga se abastecer com tranquilidade e sem riscos", diz a nota da Apras.

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