Libertadores

Contra brasileiros, River Plate de Gallardo tem desempenho de ‘rebaixável’

Athletico 1x0 River Plate, na Arena da Baixada
Athletico 1x0 River Plate, na Arena da Baixada (Foto: Arquivo Bem Paraná/Valquir Aureliano)

Marcelo Gallardo assumiu o comando do River Plate em 2014. Desde então, colecionou 11 títulos, entre eles duas Libertadores, uma Sul-Americana e três Copas da Argentina. O técnico e a equipe passaram a ter o status de principal força do continente nesse período.

Apesar dos feitos impressionantes, o River de Gallardo ainda sofre quando enfrenta adversários brasileiros. Desde que o técnico chegou, foram 21 jogos contra clubes do Brasil e apenas 38,1% de aproveitamento dos pontos disputados (5 vitórias, 9 empates e 7 derrotas). Para se ter uma ideia, essa é exatamente a campanha do Atlético-GO no Brasileirão 2020 (5 vitórias, 9 empates e 7 derrotas), time que está dentro de zona de rebaixamento.

Nos confrontos contra demais equipes, o River Plate de Gallardo somou 62,9% dos pontos. Como comparação, o líder do Brasileirão 2020, o Atlético-MG, tem 59% de aproveitamento.

Ou seja, contra brasileiros, o time argentino tem resultados de ‘rebaixável’. E, contra os demais, apresenta números de líder.

Nesta terça-feira às 19h15, o River Plate vem à Arena da Baixada para enfrentar o Athletico Paranaense, na partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

O RIVER PLATE DE GALLARDO
Contra clubes brasileiros
5 vitórias
9 empates
7 derrotas
38,1% de aproveitamento

Contra os demais adversários
140 vitórias
71 empates
49 derrotas
62,9% de aproveitamento

FATOR CAMPO
Como visitante, os números são ainda mais preocupantes para Gallardo. Nas 11 partidas no Brasil, o técnico só conseguiu duas vitórias com o River Plate: sobre o Grêmio em 2018 e sobre o Cruzeiro em 2015. Nos demais duelos, foram quatro derrotas e cinco empates. O aproveitamento é de 33,3% dos pontos.

Com Gallardo, o River encontrou o Athletico Paranaense na disputa Recopa Sul-Americana de 2019. O time brasileiro venceu o primeiro jogo por 1 a 0, na Arena da Baixada. Na volta, na Argentina, a equipe de Gallardo ganhou por 3 a 0 e faturo o título.

FASE
Após a pausa provocada pela pandemia, o River voltou a jogar em setembro. Desde então, somou seis vitórias, um empate e uma derrota. A única derrota foi para o Banfield, pelo campeonato nacional. O único empate foi com o São Paulo, pela Libertadores.

A provável escalação, no esquema tático 4-3-1-2, para enfrentar o Athletico é Armani; Montiel, Paulo Díaz (Rojas), Pinola e Casco; Enzo Pérez; Julián Álvarez, Nacho Fernández e De La Cruz; Borré e Matías Suárez. Entre os ‘reservas de luxo’ do River está o centroavante Lucas Pratto, 32 anos.

NO MATA-MATA
Em disputas eliminatórias, porém, o River de Gallardo tem levado a melhor contra brasileiros. Foram quatro êxitos e um fracasso nessa situação (a derrota para o Flamengo, na final da Libertadores).

Nos outros quatro duelos contra brasileiros, o River passou. Um deles foi contra o Athletico Paranaense na Recopa Sul-Americana. Outros três foram contra Cruzeiro e Grêmio, na Libertadores, e contra Chapecoense (Sul-Americana). Com o Cruzeiro, o River avançou na decisão por pênaltis. Contra o Grêmio, no segundo critério de desempate (gol como visitante). Contra Athletico e Chape, foi melhor no primeiro critério de desempate (saldo de gols).