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Coronavírus

Coritiba defende que Brasileirão 2020 tenha 38 rodadas

Samir Namur
Samir Namur (Foto: Divulgação/Coritiba)

O presidente do Coritiba, Samir Namur, defendeu que o regulamento do Campeonato Brasileiro 2020 seja mantido, apesar da pandemia do coronavírus. “Se os contratos de TV forem afetados, o Coritiba terá grandes prejuízos, pois todo mundo sabe que essa é a maior renda de um clube de futebol. Então, neste momento, a discussão principal deve ser sobre o calendário. Um eventual retorno do Paranaense não poderá afetar as datas do Brasileirão. O Coritiba é completamente contra a mudança do regulamento do campeonato nacional. O Brasileiro deve ter as 38 rodadas e isso é inegociável”, declarou o dirigente, em entrevista para a TV Coxa.

Samir explicou que a negociação pelos direitos de televisionamento do Brasileirão ainda está indefinida. E que a redução da competição nacional pode causar prejuízo aos clubes. A última vez que o Coxa disputou a primeira divisão, em 2017, ganhou R$ 35 milhões da TV aberta para aquela edição.

Em relação ao impacto econômico da suspensão das competições pelo coronavírus, o Coritiba já começou a sofrer. “É evidente que haverá impactos econômicos, então é difícil apresentar um cálculo neste momento de quanto será o impacto, mas algumas coisas já aconteceram: um patrocinador já nos comunicou que irá parar de fazer os pagamentos de valores por conta da paralisação de jogos”, revelou. “Outros prejuízos já aconteceram, como o Atletiba de portões fechados, que rendeu um prejuízo entre R$ 400 e 500 mil”, comentou Samir. No total, o Paranaense provocou prejuízo de R$ 617 mil em bilheterias para o clube – clique aqui para saber mais.

Samir garantiu ainda que o clube não vai cortar salários. “No Coritiba, não se praticará a redução de salários nem nenhum tipo de calote no direito de imagem dos atletas”, declarou. “Já que não haverá uma solução coletiva da categoria, nós já definimos que não haverá diminuição do salário, nem na CLT e nem no direito de imagem. O que existe no momento é apenas a questão de alguns prazos diferenciados para os pagamentos a partir de abril, de acordo com as possíveis dificuldades que possam ocasionalmente surgir”, explicou. O Atlético-MG, por exemplo, já comunicou nesse domingo (dia 29) que está cortando 25% do salário dos jogadores.

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