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Tecnológica do Paraná

Eleição virtual para reitor da UTFPR tem problemas e parte das urnas não é apurada

(Foto: Franklin de Freitas/Arquivo Bem Paraná)

A primeira eleição virtual que a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) realizou para escolha de seu reitor deveria ter sido encerrada na terça-feira, dia 30. No entanto, um problema no sistema escolhido para a votação virtual fez com que a apuração de algumas das urnas fosse suspensa na noite de terça.

Apesar da votação ter transcorrido sem maiores problemas, apesar do temporal que assolou o Paraná, no momento da apuração não foi possível abrir 07 das 39 urnas de votação, mas foi dado um indicativo que metade das urnas teria problema. Como a primeira urna apresentou falha, foram feitos testes com as urnas 2 a 5 e 18 e 19. As urnas 20 a 39 foram apuradas mas seu resultado não foi revelado.

Na ata divulgada pelo colégio eleitoral após a interrupção da apuração consta que “várias tentativas para a solução do problema das urnas de número 02 a 05 e 18 e 19 foram realizadas sem êxito e às 20h20min a comissão técnica, os fiscais de apuração, o representante do colégio eleitoral resolveram suspender a apuração”. Participam da apuração, além dos membros da UTFPR, um indicado de cada candidato, um perito da Polícia Federal e um membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Na noite de terça, o Colégio Eleitoral da UTFPR publicou uma nota: "O Colégio Eleitoral decidiu por suspender temporariamente a apuração de votos da consulta pública para reitor da UTFPR. O procedimento havia sido iniciado às 18h desta terça-feira (30), mas foi interrompido por questões técnicas", a nota foi publicada já no final da noite de terça.

"Com o aval dos auditores externos, Claudemir Pereira de Carvalho, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), e Silvino Schlickmann Junior, perito criminal da Polícia Federal (PF), a Comissão de Tecnologia da Informação realizou o congelamento da máquina servidora do sistema de votação Helios Voting. O procedimento, de nome Snapshot, preserva o estado dos arquivos.

Com isso, foi gerado um código hash MD5, que permite a verificação da integridade do aparelho original. Os dados do sistema foram salvos em dois discos rígidos externos que foram colocados em envelopes lacrados, sendo um sob a guarda do perito federal e outro depositado no cofre do núcleo.

A Comissão Técnica está trabalhando para resolver a situação até as 18h desta quarta-feira, 1° de julho.

Para garantir a transparência do que foi definido entre os presentes no local da apuração, a ação foi lavrada em ata. O documento foi assinado pelos auditores externos da PF e do TRE-PR; pelos fiscais nomeados pelos candidatos das duas chapas, Bruno Tokarski e Fernando Guajará; e também por dois membros do Colégio Eleitoral e dois da Comissão Técnica de Apoio", encerra a nota.

Questionamentos

A oposição questiona o processo. "O sistema de votação já havia sido objeto de controvérsia nessa eleição quando dezenas de professores, técnicos administrativos e acadêmicos ingressaram com um mandado de segurança na 6ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. O Poder Judiciário, no entanto, decidiu não haver razões para a suspensão do pleito, apesar de reconhecer as vantagens do atual reitor que concorre à reeleição", diz a oposição, também em nota.

Entre as alegações estava o fato de que o sistema para a votação virtual (Helios Voting), mesmo com toda a competência da equipe técnica da instituição, não ofereceria a segurança necessária em termos eleitorais.

O professor Marcos Schiefler, um dos candidatos a eleição, divulgou um vídeo em suas redes sociais (https://www.facebook.com/MSchiefler/videos/2799998453445172/) lamentando o ocorrido e dizendo que esse fato coloca em dúvida o resultado, inclusive porque o temporal pode ter impossibilitado muitas pessoas de terem votado em todo o Estado. Ele também afirmou que o colégio eleitoral havia sido informado de todas as possíveis falhas do sistema, mas que isso foi desconsiderado. Segundo Schiefler tanto o temporal quanto essa falha causaram uma grande insegurança no processo de apuração, “o que não permite que tenhamos um resultado fidedigno”.

Ainda na quarta-feira, o Colégio Eleitoral divulgou  nova nota. Veja:

"O Colégio Eleitoral, reunido a partir das 16 horas de 1º de julho de 2020, ouviu os relatos dos membros da Comissão Técnica sobre o problema ocorrido na apuração dos votos na noite de 30 de junho de 2020, bem como, as ações que estão sendo tomadas, e esclarece à comunidade que até este momento não foi possível solucionar o problema. O problema identificado foi que as chaves de criptografia geradas pelo sistema Helios Voting apresentam os votos de 20 (vinte) Urnas e não apresentam os votos das outras 19 (dezenove) Urnas. A geração dessas chaves ocorreu dia 26 de junho, após as 14 h, durante a configuração da votação que foi acompanhada pelos auditores do TRE-PR e da Polícia Federal, além de membros do Colégio Eleitoral, da Comissão Técnica e do Fiscal Técnico de um dos candidatos, conforme consta em Ata publicada na página do Colégio Eleitoral. A equipe técnica continuará a trabalhar em conjunto com o perito da Polícia Federal, Silvino Schlickmann Junior, e, adicionalmente, com o apoio da equipe especialista da Universidade de São Paulo (USP), no sentido de esclarecer até amanhã (quintga-feira), 02/07/2020, o ocorrido. Este Colégio Eleitoral emitirá nota de atualização amanhã (02/07/2020), até as 18 horas".

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