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Balanço

Em 2017, Coritiba vive ano de ficar na Série A. Só que não

Retrospectiva mostra o ano do clube, que teve troféu regional e vexame nacional
Em 2017, Coritiba vive ano de ficar na Série A. Só que não

Mais um título no Paranaense e mais um rebaixamento no Brasileirão. Esse foi o 2017 do Coritiba.
Dois resultados, aliás, que eram previsíveis. A conquista estadual era quase uma obrigação pela fragilidade dos rivais e pelo desinteresse do Atlético, que concentrou forças na Libertadores e colocou o Paranaense em segundo plano. Outros possíveis obstáculos para o Coxa no Estadual eram o Paraná e o Londrina, mas eles acabaram eliminados pelo time da Arena da Baixada.
A conquista regional — foi 38º título estadual da histórai do clube — acabou confundindo ainda mais a diretoria do clube alviverde, que demonstrou desde o início de 2017 não ter rumo no futebol. Tanto que o ano começou com a renovação do técnico Carpegiani, que não tinha bom relacionamento com o grupo de jogadores. As contratações também não seguiram um critério claro. O problema maior não foi a qualidade dos reforços, mas sim as características dos atletas.
Carpegiani não conseguiu fazer o time jogar em 2017. Acabou demitido em 28 de fevereiro, após duas vitórias, dois empates e duas derrotas. Uma das derrotas foi para o ASA, pela Copa do Brasil, resultado que provocou a eliminação já na segunda fase do torneio. Sem rumo, a diretoria decidiu apostar no auxiliar Pachequinho, que modificou o estilo de jogo da equipe e fez a equipe decolar no Paranaense. O auge foi a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-PR, na Arena, no primeiro jogo da final. O título foi garantido no Couto, com o empate em 0 a 0.
Até então, Pachequinho era tratado apenas como interino. Durante a festa do título, ainda no gramado do Couto, dirigentes se empolgaram e decidiram efetivar o auxiliar como técnico.
A diretoria celebrou o título e elogiou Pachequinho nas vitórias, mas demonstrou não compreender o trabalho do treinador nos momentos difíceis.
O número absurdo de lesões e suspensões atrapalharam o trabalho de Pachequinho, que acabou demitido na 15ª rodada do Brasileirão. A diretoria decidiu apostar em Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro e com excelente trabalho no Coxa em 2011-12. Com seu estilo conservador, o veterano treinador conseguiu melhorar o sistema defensivo da equipe, mas viu a equipe sucumbir no setor ofensivo.

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