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Em tempos de inflação baixa, a dúvida é onde aplicar o dinheiro. Economista dá as dicas

Poupança ainda é um do melhores investimentos para a maioria da população
Poupança ainda é um do melhores investimentos para a maioria da população (Foto: Valquir Aureliano / Arquivo)

Com o aumento dos preços dos alimentos e de outros itens básicos, como medicamentos, transporte e educação, e a nova reforma da previdência que postergou a aposentaria para muita gente, não tem quem não pense em economizar para tentar guardar um pouco de dinheiro. A medida, por sinal, é a mais indicada por analistas quando se fala em inadimplência, muitas vezes fruto da falta de poupança para pode ter a quem recorrer na hora de imprevistos.

O economista José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo, reitera que, embora os preços de alguns itens tenham subido, a inflação oficial do país está baixa e a perspectiva é de que permaneça no mesmo patamar neste ano. “Diante deste cenário, os investimentos mais conservadores são os mais indicados, como a poupança, os fundos de renda fixa e os títulos do governo”, afirma.

Martins justifica a orientação pelo fato de que a grande massa de possíveis investidores no Brasil ser formada de pessoas assalariadas. Quando for fazer a escolha de qual investimento, Martins aconselha a pessoa a questionar o motivo do investimento. “Se é para ter um valor para emergências, se é para comprar uma casa, se é para ter uma renda e complementar o valor da aposentadoria futura”, diz. “É a resposta que irá definir qual é o melhor investimento.”

O economista reitera que há muito os juros para quem quer investir são muito baixos Brasil. Os juros são alto apenas para quem vai ao mercado tomar algum tipo de empréstimo. “Os títulos do governo podem pagar 5%, 6% mas têm imposto de renda. A poupança não tem imposto, e paga 6% (que é a inflação), mais a TR pelo fato de não tem imposto de renda se torna melhor que a própria Selic, darão 1,5% mais ou menos de ganho real, o que é muito bom”, diz

“Quando se vai investir a escolha deve recair sobre o produto que ofereça segurança, liquidez e rentabilidade”, afirma Martins. “Por isso, eu acho que a poupança é o melhor. Até porque, ao contrário dos outros produtos do mercado, a poupança não paga imposto, e pode ser resgatada a qualquer momento que a pessoa precise”, ressalta.

“Já aquele assalariado que tem um rendimento superior a R$ 10 mil por mês pode ir a qualquer banco e se informar como seu gerente sobre as opções de fundos de multimercado e até de ações, caso tenha estomago para correr riscos”, conta. Ele reitera que até mesmo o mercado de ações exige cuidado. “É apenas para quem conhece e sabe que pode perder até mesmo parte do dinheiro investido”, pontua.

SAIBA
Cheque especial
Com as mudanças anunciadas pelo Banco Central em relação ao cheque especial, os mais radicais são categóricos em indicar o cancelamento da modalidade junto ao banco. Ainda que os bancos não tenham implementado a cobrança autorizada pelo Banco Central, esta é a primeira medida a ser adotada para quem não quer perder dinheiro. Já os menos conservadores aconselham a manter o ‘limite’, porém para ser usado apenas em necessidades reais.

“É bom ter um limite de cheque especial bem pequeno”, diz o economista José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo. “Se surgir emergência, deve-se procurar um CDC (crédito direto ao consumidor), cujo juro é bem menor que cheque especial”, orienta.

De modo geral, Martins aconselha que as pessoas invistam apenas naquilo que conseguem entender. Como exemplo, cita as recentes fraudes encontradas em empresas que anunciavam grandes retornos com o investimento em criptomoedas. “Eu trabalho com economia e sinceramente ainda não consegui entender esse mecanismo, por isso, eu não invisto meu dinheiro nesse negócio”, conta. Martins reitera que não basta entender como se investe em determinado produto, mas principalmente o mecanismo que vai proporcionar o ganho prometido pela aplicação.

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