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Exterior

Ex-assessor de Trump vai cooperar com investigação

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O ex-chefe de campanha do presidente Donald Trump, Robert Manafort, decidiu nesta sexta (14) cooperar com a equipe do procurador especial Robert Mueller, que investiga as relações entre o pleito de 2016 e a Rússia.

A decisão representa um revés para Trump antes das eleições legislativas de novembro e poderia aumentar as chances de um impeachment, dependendo do que for revelado.

Manafort aceitou ser interrogado com o advogado presente e fornecer textos e documentos, segundo a Reuters. Ele também teria concordado em testemunhar perante qualquer grande júri e em qualquer julgamento.

Manafort poderia falar sobre questões como o conluio entre a campanha do republicano e Moscou. Junto do filho mais velho e do genro de Trump, ele esteve na reunião realizada em junho de 2016 na Trump Tower com uma advogada russa que teria informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, democrata com quem o republicano disputava a eleição.

Como parte do acordo com Mueller, Manafort se declarou culpado de duas acusações de conspiração ""contra os Estados Unidos e para obstruir a Justiça. Os investigadores do caso derrubaram cinco das sete acusações contra ele.

O ex-chefe de campanha ainda não foi condenado. Por ora, continuará na cadeia, onde está desde junho, após ter sido acusado de tentar interferir no depoimento de duas testemunhas. O acordo diz que ele pode pegar até dez anos de prisão por esses dois crimes.

Além dele, outros quatro assessores de Trump já se declararam culpados de acusações ligadas à investigação de Mueller: Michael Cohen, ex-advogado do presidente; Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional; Rick Gates, ex-vice presidente da campanha; e George Papadopoulos, ex-conselheiro de campanha.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que a decisão "não tem absolutamente nada a ver com o presidente ou com sua campanha presidencial vitoriosa". O advogado do presidente, Rudolph Giuliani, afirmou que "o presidente não fez nada de errado e Paul Manafort vai dizer a verdade."

Trump elogiou o ex-chefe de campanha no mês passado, antes que ele tivesse feito o acordo. "Ao contrário de Michael Cohen, ele se recusou a 'quebrar' ""inventar histórias para conseguir acordo. Muito respeito por um homem corajoso!", escreveu Trump.

No mês passado, Manafort foi condenado por oito acusações de fraude, em caso anterior ao período em que trabalhou na campanha de Trump.

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