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Em Curitiba

Gaeco prende policial acusado de criar kit para forjar flagrantes e prender desafetos

(Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná, cumpriu na manhã desta terça-feira, 18 de dezembro, três mandados de busca e apreensão contra dois policiais civis (um delegado e um investigador) lotados no 13º Distrito Policial da Capital. Um dos mandados foi cumprido no DP, e os outros dois, nas residências dos investigados. O investigador foi preso em flagrante por porte de drogas para fins de tráfico.

Durante a ação, foram encontrados no interior da viatura usada pelo investigador, que estava estacionada em sua residência, quatro simulacros de arma de fogo, um pen drive, dois celulares e invólucros contendo entorpecentes. Segundo depoimentos colhidos durante as investigações, esses aparatos fariam parte de um “kit flagrante”, usado para incriminar pessoas por tráfico de drogas. Na delegacia, havia a ameaça de essas pessoas, cujo flagrante havia sido forçado, ficarem presas caso não realizassem pagamentos (dinheiro ilícito, portanto).

A operação foi batizada de Carta Branca em alusão à concessão deliberada feita pelo delegado em favor do investigador, que possuía “carta branca” para forjar flagrantes contra desafetos e incriminá-los por tráfico de drogas.  

Em nota, a Polícia Civil informou que a Corregedoria da corporação acompanhou toda a operação. “As equipes da corregedoria acompanharam as buscas e verificaram os locais indicados nos três mandados de busca e apreensão. Um investigador de Polícia Civil foi preso por estar em poder de determinada quantidade de drogas, motivo pelo qual foi autuado em flagrante pelo delegado de polícia que atua junto ao Gaeco Curitiba. Após a conclusão da operação a Corregedoria vai solicitar oficialmente as informações completas para apurar as responsabilidades administrativas decorrentes”.

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