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Veja como foi

Greve Geral afetou transporte coletivo, escolas, produção das montadoras e bancos na Grande Curitiba

A Greve Geral contra a Reforma da Previdência, nesta sexta-feira (14), afetou bancos, creches, escolas e o transporte coletivo, além de promover uma grande mobilização dos metalúrgicos em Curitiba e região. Servidores estaduais e municipais que aderiram à Greve Geral, metalúrgicos, bancários, motoristas e cobradores de ônibus participaram de uma passeata pelo Centro de Curitiba. Eles saíram da Praça Nossa Senhora de Salete, no bairro Centro Cívico, e seguiram em marcha até a Praça Santos Andrade, onde fica o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também participam de atividades em prol da educação.

Transporte coletivo - Apesar de divulgarem que não iriam parar, parte dos motoristas e cobradores de ônibus que aderiu à greve geral desta sexta (14), com apoio da Força Sindical, impediram que ônibus deixassem as garagens. Segundo as informações das Centrais Sindicais, responsáveis pela articulação do protesto, a greve afetou no início da manhã,  40% da frota de ônibus de Curitiba e 25% na Região Metropolitana. As empresas que tiveram as garagens fechadas pelos grevistas, ainda de acordo com o sindicato, foram a Azul filial, Redentor, Glória Boa Vista, Glória Teffé e a Araucária filial. Por volta das 10h30, a situação foi normalizada. O prefeito Rafael Greca (DEM), inclusive,  acusou as centrais sindicais de “banditismo” e de ter “sequestrado” dois ônibus. 

Metalúrgicos - Cerca de 65 mil metalúrgicos cruzaram os braços em Greve Geral e não foram até as fábricas da Grande Curitiba nesta sexta-feira (14). A paralisação ocorreu em 90% das empresas de Curitiba e Região, incluindo as grandes montadoras e empresas metalúrgicas da CIC e de São José dos Pinhais, como Renault, Volkswagen/Audi, PIC, Volvo, CNH, WHB, Brafer e Bosch. Além de parar as atividades em 90% das fábricas e empresas da cidade, o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (filiado à Força Sindical) também liderou carreatas em diversos pontos e rodovias da cidade durante toda a manhã, o que complicou o trânsito, principalmente nas BRs 277 e 376. 

Bancários - Segundo dados do Sindicato dos Bancários de Curitiba, a greve fechou 45 agências bancárias e prédios administrativos de Curitiba e região metropolitana - 10% do total, a maioria delas no Centro da cidade, onde há maior fluxo de pessoas. 

Educação - Segundo informações da APP Sindicato,  60% dos servidores da educação estadual aderiram à greve e que com isso, 80% dos colégios estaduais do Paraná tiveram as aulas afetadas. Mas, o balanço da Secretaria da Educação indica que a greve afetou apenas 14% das escolas. Já na rede municipal de ensino de Curtiba, o balanço oficial dá conta que 10% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) tiveram o funcionamento prejudicado pela paralisação. Várias agências dos Correios também fecharam nesta sexta, mas o sindicato da categoria não divulgou balanço até as 18 horas. 

Petroleiros -  Um manifestante integrante do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) ficou ferido durante os protestos na manhã desta sexta-feira (14) próximo à Repar (Refinaria Getúlio Vargas), em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Sandro de Lima, de 44 anos, foi atingido por um tiro de bala de borracha no rosto e está internado no Hospital do Trabalhador, na capital. Ele vai passar por uma tomografia na cabeça para constatar a gravidade do ferimento. Segundo o MST, os manifestantes foram atacados pela Guarda Municipal de Araucária na rodovia federal BR 426 (do Xisto), durante um trancamento da via para um protesto pela manhã. Eles alegam que estavam se retirando do local quando receberam os tiros. Participavam do ato também representantes da Frente Brasil Popular, do Sindicato dos Petroleiros, professores e caminhoneiros.

Final – Em Curitiba, a manifestação se encerrou com uma concentração na praça Santos Andrade, onde fica o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Manifestantes defendiam a manutenção das verbas federais destinadas às universidades públicas – alvo de corte do Ministério da Educação – e pediam a saída do presidente Jair Bolsonaro, além da soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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