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Patroa autuada

Indignação por morte de menino Miguel Otávio mobiliza redes sociais

(Foto: Facebook)

A empregadora da mãe do menino que morreu ao cair do 9º andar de um prédio no Centro do Recife, na terça-feira (2), foi autuada por homicídio culposo, quando não é considerado intencional. A polícia considerou que ela agiu com negligência e deverá responder ao processo de homicídio culposo em liberdade. Ela foi presa em flagrante, mas ao pagar uma fiança de R$ 20 mil e foi liberada. Nesta sexta-feira (5), está previsto um ato que mescla homenagem e protesto. A concentração será no prédio do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a partir das 13h, com destino ao Condomínio Píer Maurício de Nassau, onde Miguel morreu, onde mora a empregadora de Mirtes, a quem foi atribuída a responsabilidade de culpa segundo a Polícia Civil do Estado. Uma plataforma virtual lançou mão de justiça pela morte de Miguel e jum abaixo-assinado pedindoá reúne mais de 580  mil assinaturas. Figuras como o deputado federal David Miranda (PSOL), a jornalista Manuela D'ávila, a chef de cozinha Paola Carosella e a ativista Luisa Mell aderiram à campanha em seus perfis oficiais. Luíza Mell, inclusive se ofereceu para pagar um advogado para a família da vítima. A hashtag #justicapormiguel está em primeiro lugar desde a quarta (3).

A mãe do menino, Mirtes Renata, informou  nesta quinta (4) que os patrões são o prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, e a mulher dele, Sari Corte Real. Tamandaré fica a 114 km do Recife, no Litoral Sul do estado. O prefeito mantém residência nas duas cidades.

Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, passava o dia com a mãe, a doméstica Mirtes Renata, no apartamento dos empregadores, localizado no 5º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau. A polícia informou que tudo indica que Miguel sofreu o acidente quando procurava pela mãe, que tinha saído para passear com o cachorro dos patrões. A perícia apontou que ele caiu de uma altura de 35 metros Segundo a polícia,  a dona do apartamento, patroa da mãe de Miguel, "era a responsável legal pela guarda momentânea" do menino. Ainda segundo o delegadoRamón Teixeira, é um caso típico previsto no Artigo 13 do Código penal, que trata de ação culposa, por causa do não cumprimento da obrigação de cuidado, vigilância ou proteção. "Ela tinha o dever de cuidar da criança. Houve comportamento negligente, por omissão, de deixar a criança sozinha no elevador", afirmou ele. 

A moradora estava com a criança em casa, enquanto a mãe do menino passeava com o cachorro. A criança tentou ir atrás da mãe, uma vez, mas não conseguiu entrar no elevador. Na segunda vez, ele entrou no equipamento e se perdeu no prédio. As câmeras de segurança do condomínio mostram também que Miguel desceu no 9º andar, sozinho. A polícia acredita que ele se perdeu ao procurar a mãe. De acordo com a perícia, no hall no 9º andar o menino foi até a área onde ficam peças de ar-condicionado. Ele escalou a grade que protege os equipamentos e caiu. Uma das peças da grade ficou quebrada e tem marcas dos pé da criança."A gente registrou que a criança gritava pela mãe. Possivelmente, o menino viu a mãe passeando com o cachorro em via pública", comentou o delegado.

 Miguel foi levado para o Hospital da restauração (HR), no Derby, também na área central do Recife, mas não resistiu. Ainda segundo delegado, as investigações vão continuar.

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