Curitiba de Graça

Lilith, a primeira livraria feminista do país

(Foto: Divulgação)

Laurentino Gomes, Estação Primeira de Mangueira e Megg são outras atrações do Curitiba de Graça 

Curitiba é uma daquelas cidades controversas. Reconhecidamente conservadora, conta com movimentos bem progressistas. Na política, foi a primeira a ter um grande comício em favor das Diretas Já, quando ainda havia resquícios de ditadura no país. Também fez história na cena underground da música alternativa. No mercado livreiro, foi a primeira a ter uma livraria feminista. Confira um pouco dessa história, na coluna do Curitiba de Graça para o Bem Paraná.

Boa leitura. 



Laurentino

Foto: Vilma Slomp

Legenda: Autor falará sobre “Escravidão - Volume II” (Globo Livros), o tão esperado segundo volume da trilogia “Escravidão” que acaba de ser lançado.

No dia 23 de junho, o escritor maringaense, o premiado Laurentino Gomes, será o convidado da série #livecomavila, que promove entrevistas ao vivo com escritores brasileiros. Ele falará sobre “Escravidão – Volume II” (Globo Livros), o tão esperado segundo volume da trilogia “Escravidão” que acaba de ser lançado. O primeiro volume foi um dos ganhadores do Prêmio Jabuti no ano passado – prêmio esse que Laurentino já ganhou outras seis vezes. A conversa será a partir das 19h, no Instagram @livrariadavila, com o jornalista e presidente da livraria, Samuel Seibel.

“Escravidão Volume II” se concentra no século XVIII, período que representou o auge do tráfico negreiro no Atlântico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes no país e pela disseminação, em outras regiões da América, do cultivo de cana-de-açúcar, arroz, tabaco, algodão e outras lavouras marcadas pelo uso intensivo de mão de obra cativa. Com texto impactante, que inclui imagens e gráficos, o livro é resultado de seis anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e três continentes.



Slam Poesia

Foto: Acácia Produtora

Legenda: O Slam Poesia surgiu nos anos 80 e estima-se que hoje tenha mais de 500 comunidades de poetas espalhadas pelo mundo.

Até o dia 27 de junho, o coletivo de arte educação Poesia Abstrata promoverá uma série de quatro oficinas on-line de Slam Poesia, que apresentam o universo desse estilo de competição de poesia e disponibilizam ferramentas para que, ao final, o participante esteja apto a compor e performar a sua criação poética nos moldes do movimento.

As oficinas também buscam incentivar a arte, a democratização da poesia e o autoconhecimento, entre outras habilidades sociais, estimulando o crescimento pessoal e a expressão do lugar de fala.

Os encontros ocorrem no 22 de junho, das 19h às 21h, no dia 24, das 19h às 21h e no dia 27, das 16h às 18h. As inscrições gratuitas podem ser feitas por aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScbO8AGKiSanFSSGHkdrHw5c0E072VX_McW7dSJYuBW4eTfEQ/viewform



Megg

Foto: Divulgação

Legenda: Documentário premiados sobre a primeira travesti negra a se formar doutora na UFPR está na programação.

Um curta-metragem curitibano fará parte da programação do 6º Santos Film Fest – Festival Internacional de Cinema de Santos, que acontecerá entre os dias 22 e 29 de junho com  exibição on-line e gratuita pelo site filmesdosantosfilmfest.com. “Megg, a margem que migra para o centro”, da cineasta curitibana Larissa Nepomuceno, será apresentado dentro da Mostra Humanidades – Curta-Metragem, e ficará disponível para assistir durante todo o festival.

O filme, que já recebeu diversas premiações, conta a história da professora Megg Rayara de Oliveira, do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná, a primeira travesti negra a se formar doutora na UFPR, em março de 2017.

Junto à produção curitibana, serão mais 87 filmes, entre curtas e longa-metragens, dos mais variados gêneros produzidos em todo o Brasil e no exterior, além de uma mostra especial de curtas de animação feitos em escolas e oficinas e atividades formativas. Confira a programação completa aqui: https://curitibadegraca.com.br/curtas-metragens-curitibanos-serao-exibidos-no-6o-santos-film-fest/



Estação Primeira de Mangueira

Foto: Oscar Liberal

Legenda: Artista plástico Leandro Vieira é carnavalesco da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira desde 2016.

Na próxima terça-feira (22/06), o LAB (Labortório Cultural do Sesc Paço da Liberdade) traz o carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira, Leandro Vieira, para uma conversa sobre “Processos criativos: Figurino e cenografia”. O encontro será às 18h, via plataforma Microsoft TEAMS. As inscrições devem ser feitas no site do Sesc Paraná (https://www.sescpr.com.br/atividade/processos-criativos-figurino-e-cenografia-22-06-2021-1800/?from-unidade=sesc-paco-da-liberdade ) e custam R$ 12 para trabalhadores do comércio e R$ 24 para o público geral.

Leandro Vieira é artista plástico formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e desde 2016 é carnavalesco da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, onde conquistou dois campeonatos: em 2016, com “Maria Bethânia – A menina dos olhos de Oyá”; em 2019, com “História pra ninar gente grande”.

Em 2017, sua produção sobre a religiosidade popular foi documentada pelo IPHAN e posteriormente tornada exposição no Paço Imperial do Rio de Janeiro com o título “Bastidores da Criação – Arte aplicada ao Carnaval”. No ano seguinte, em 2018, com o artista Ernesto Neto, ocupou o Museu de Arte do Rio de Janeiro com a instalação “Carnaval: grito de quê?”.

A mediação da conversa será com o professor de Design e Ilustração do Departamento de Design da UTFPR e Desenhador de Rua, Prof. Dr. José Marconi, idealizador e coordenador do grupo “Croquis urbanos de Curitiba”.



Lilith

Foto: Divulgação

Legenda: A escritora curitibana Bebeti do Amaral Gurgel é a fundadora da Lilith.

Era setembro de 1991 quando a Galeria Schaffer, no centro de Curitiba, começava a ser tornar um local de encontro para as mulheres e feministas da capital. Ali, foi aberta a Lilith, primeira livraria feminista do Brasil fundada pela jornalista e escritora Bebeti do Amaral Gurgel.
A livraria virou um ponto de encontro não somente de feministas, mas também de homens não machistas, estrangeiros, professores e professoras, acadêmicos e acadêmicas, artistas, homossexuais, negros, poetas, escritores e escritoras que buscavam os livros escritos exclusivamente por mulheres, obras muitas vezes não encontrados em outras livrarias.
Você confere a reportagem completa aqui:
https://curitibadegraca.com.br/lilith-a-primeira-livraria-feminista-do-brasil-em-uma-cidade-conservadora/

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