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Lula volta a dizer que não comentará decisão do STF

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 14, que quem tem de discordar ou não da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo do mensalão são os advogados dos réus da ação penal. Lula almoçou com a presidente Dilma Rousseff e os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, no Palácio da Alvorada, após cerimônia da chegada a Brasília dos restos mortais do ex-presidente João Goulart.

"Quem sou eu para fazer qualquer insinuação ou julgamento da Suprema Corte? Eu acho que quem tem de discordar ou não são os advogados, que juridicamente têm de saber se pode fazer ou não (a prisão)", disse Lula a jornalistas, ao deixar o Palácio da Alvorada. Lula ficou no Palácio por cerca de três horas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira, 13, a prisão imediata dos condenados por envolvimento no mensalão. O ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e outros 9 condenados poderão ser presos nos próximos dias (4 em regime fechado, 7 em semiaberto e 2 em aberto). A prisão é decretada oito anos depois de revelada a existência do escândalo de compra de apoio político no primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva mensalão.

Questionado se a decisão do STF foi injusta, Lula respondeu: "Como eu posso ter uma opinião sobre uma decisão da Suprema Corte, gente? Não tem sentido."

Lula ainda afirmou que o assunto não foi tratado com a presidente Dilma Rousseff nesta quinta. "Não posso falar (sobre o que conversamos)", disse Lula. O ex-presidente saiu do Alvorada acompanhado do presidente reeleito do PT, o deputado estadual Rui Falcão (SP).
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