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No Centro

Marcha em Curitiba encerra manifestações pelo Dia da Mulher

Dezenas de entidades se reuniram para chamar a atenção para os direitos femininos
Marcha em Curitiba encerra manifestações pelo Dia da Mulher

Mais direitos, nenhum retrocesso. Esse foi o lema que reuniu milhares de mulheres na Marcha do Dia da Mulher em Curitiba, ontem. O objetivo foi chamar a atenção da população para as diversas formas de violência sofridas pelo público feminino e discutir igualdade de gênero e direitos. Manifestações aconteceram em várias cidades do Estado e do País.
A marcha começou pela Praça 19 de Dezembro, no meio da tarde, onde foi realizado o primeiro de uma série de cinco atos planejados para a mobilização. Depois, elas seguiram para a praça Tiradentes, onde foram realizados mais dois atos. Logo em seguida a marcha seguiu pela Rua Monsenhor Celso em direção á Boca Maldita, onde os outros atos foram feitos.
Cerca de 25 entidades que compõem a Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana, organizaram a mobilização, que reuniu cerca de 4 mil mulheres na Capital.
Violência
Segundo dados do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero do do Ministério Público do Paraná (MP-PR), entre 1º de janeiro e 15 de julho de 2015, último período com dados consolidados, a RMC registrou um total de 3.031 casos de violência física ou moral contra a mulher. o que dá 16 casos de violência contra a mulher a cada dia. A maioria deles acontece em Curitiba.

Secretária fala em ultrapassar barreiras
A secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, participou da abertura do encontro Todos por elas: Viver sem violência no Paraná, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde, ontem, Dia Internacional da Mulher. O encontro, no Teatro Sesc da Esquina, em Curitiba, contou com a parceria da Secretaria Municipal da Saúde e dos conselhos municipal e estadual. Reuniu cerca de 350 profissionais da área e da comunidade.
Para Fernanda Richa, a mulher tem todas as condições para ocupar mais espaços na sociedade. Na população brasileira, somos 52% e, mesmo assim, não conseguimos ultrapassar alguns números, afirmou. A mulher tem que continuar trabalhando para conquistar seu lugar na sociedade. É direito de todas nós, acrescentou.

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