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Solução

Ministério avalia deslocar médicos para área descoberta após saída de cubanos

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse nesta segunda-feira (26) que a pasta analisa a possibilidade de deslocar médicos que já atuam no Mais Médicos para outras cidades caso haja dificuldade em preencher as vagas.

A medida, segundo ele, serviria para evitar desassistência devido à saída dos médicos cubanos, informa.

"Podemos até deslocar ou oferecer algum médico que está no programa para substituir, seja brasileiro ou estrangeiro. Poderemos sim identificar a possibilidade de remanejar algum médico desses", disse após evento para anunciar um acordo de redução da quantidade de açúcar nos alimentos.

Ele ressalta, porém, que a medida dependerá de adesão ao edital que visa selecionar profissionais para ocupar 8.517 vagas. "São hipóteses que só vamos trabalhar depois do dia 7 [de dezembro]", afirmou, referindo-se à data limite para inscrições.

Balanço divulgado nesta segunda aponta que, até esta segunda, mais de 30 mil médicos já se inscreveram no edital emergencial do Mais Médicos. 

Destes, porém, 21 mil tiveram o cadastro efetivado e 8.278 médicos selecionaram municípios para começar a atuar -o equivalente a 97,2% das vagas abertas no edital. A previsão é que todos se apresentem às unidades de saúde até o dia 14 de dezembro.

Inicialmente, o cronograma previa o início das atividades a partir de 3 de dezembro. Com a saída dos médicos cubanos, porém, o ministério passou a ofertar a possibilidade de início imediato.

Segundo Occhi, equipes da pasta têm ligado para os médicos para avisar sobre a possibilidade. Até esta segunda-feira, 200 médicos já se apresentaram aos postos de saúde.

"Já que mais de 8.000 já escolheram as cidades onde querem trabalhar, estamos contatando todos eles para informar que podem já procurar os municípios", afirma.

Apesar dessa ampla adesão, o percentual de desistência de brasileiros em editais anteriores do programa têm preocupado secretários de saúde. Dados do Ministério da Saúde apontam que, mesmo com a maior procura por editais do Mais Médicos, apenas uma parte dos inscritos costuma se apresentar às vagas --além disso, 30% dos brasileiros que se apresentam desistem após um ano.

Para Occhi, ainda é cedo para avaliar essa possibilidade. "Nunca fizemos um edital como fizemos agora", afirma ele, que lembra que o novo edital permite a escolha de uma só cidade -até então, médicos podiam optar por mais de uma onde tinham interesse, e só então a vaga era confirmada.

Segundo o ministro, caso as vagas não sejam ocupadas, a pasta avalia lançar um novo edital para brasileiros e formados no exterior. Brasileiros com registro médico no país, porém, ainda teriam prioridade em relação aos demais.

"Se não tivermos a presença desses médicos, todos os outros inscritos fazem parte da nossa base de dados. Então os chamaremos ou abriremos outro edital", afirma.

Questionado sobre a diferença entre o número de inscritos e aqueles que têm vagas efetivadas, o ministro atribui a distância ao fato de alguns inscritos não terem apresentado todos os documentos ou à opção por cidades que já tinham vagas ocupadas.

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