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Paraná é o quarto estado com maior taxa de crescimento de empregos no ramo de T. I.

(Foto: Divulgação )

O Paraná é o quarto estado do Brasil com maior taxa de crescimento de vagas de emprego no ramo de T. I. e o segundo no ranking nacional em produção e registro de inovações tecnológicas. É o que apontou um estudo realizado pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro – PR) juntamente com o Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O levantamento faz parte do projeto Insights Report: Panorama do Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação 2019, que publicará boletins mensais sobre o mercado de TIC no Paraná e também no Brasil.

“Em 2018 realizamos um projeto piloto de divulgação de análises produzidas pelos estudiosos do setor de TIC e, devido ao seu sucesso, passaremos a publicar periodicamente dados no intuito de embasar atividades que desenvolvam o setor e seus profissionais, impulsionando planos de capacitação e fomento para as empresas em nosso Estado”, revela Adriano Krzyuy, diretor presidente da Assespro – PR.

Segundo o levantamento, o Paraná criou 249 vagas de emprego no ramo de T. I., somente no mês de fevereiro. Ocorreram 1,1 mil admissões contra 904 demissões no período, sendo que Curitiba liderou o ranking no estado, com saldo positivo de 109 novas vagas.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento no Estado foi de mais de 40%. Em fevereiro de 2018, haviam sido 880 admissões no estado, contra 707 demissões, resultando em um saldo positivo de 173 novas vagas no Paraná. A maior taxa de aumento admissional ocorreu em Cascavel, onde o aumento foi de 97%, seguida das cidades de Pato Branco (53%), Londrina (53%) e São José dos Pinhais (43%).

Pinhais, por sua vez, apresentou a maior taxa negativa de admissões, - 71%, e também a maior taxa negativa de demissões: - 31%.

Verificou-se também que, de março de 2018 a fevereiro de 2019, houve um aumento de 10% no estoque do emprego – que representa a quantidade de vínculos empregatícios – nesse ramo no estado. Em 2018, eram 23 mil empregos formais e em 2019 esse número chegou a 25,5 mil.

Já na área de T. I., em fevereiro de 2019, ocorreram no Paraná 902 admissões contra 835 demissões, tendo saldo positivo de 67 novas vagas. Nesse caso Curitiba foi de novo o município com maior saldo positivo no estado, apresentando 57 novas vagas. Em seguida vem Pato Branco, com 16 vagas, e Maringá com 9 vagas.

Toledo foi o município paranaense que apresentou a maior taxa de admissão de pessoal, chegando a um aumento de 86% no período analisado. Em segundo lugar vem Ponta Grossa, com alta de 64%, depois Pato Branco (57%) e, em seguida, Maringá (24%). Pinhais, mais uma vez, apresentou taxa negativa: - 40%, assim como Foz do Iguaçu, que apresentou taxa de - 45%. Ponta Grossa apresentou, por sua vez, a maior taxa de desligamento de pessoal (138%), seguida por Foz do Iguaçu (122%) e Maringá (53%).

Ainda assim, comparando o mês de março de 2018 com o mês de fevereiro de 2019, verificou-se aumento de 3,8% do estoque de emprego no Paraná, passando de 31,6 mil vagas para 32,8 mil vagas de trabalho formal na área de T. I.

O saldo positivo verificado no Paraná, no ramo de T. I., que gerou 249 novas vagas de emprego, conferiu a esse estado o 4° lugar entre as UFs com maior crescimento, representando um aumento de 44%.

 

BRASIL

Em todo o país, o aumento no número de vagas no ramo de T.I. chegou a 300%. Em fevereiro de 2018, haviam sido 14,4 mil admissões e 13,9 mil desligamentos. Já em fevereiro de 2019, houve 16,9 mil admissões contra 14,6 mil demissões, resultando em um saldo positivo de 2,3 mil novos empregos no Brasil.

De 2018 para 2019 houve aumento de 17% nas admissões e de 5% nas demissões nesse ramo no país.

Na área de T. I. também houve saldo positivo. Em fevereiro de 2019 foram geradas 1,7 mil novas vagas de emprego no Brasil e, nesse caso, o Paraná ficou em 5°, com 67 novas vagas. Foram 14,9 mil admissões contra 13,1 mil demissões no país.

O levantamento realizado também buscou analisar questões relacionadas às patentes com software embarcado, procurando identificar alguns elementos, como principais depositantes, área de atividade de depósitos etc. O período analisado foi de 2011 a 2015, no qual se constatou que foram depositados no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) 2.567 pedidos de patentes de invenção e 99 pedidos de modelos de utilidade com software embarcado.

Em relação aos depósitos de patentes de residentes, em 2015 o Paraná destacou-se como o segundo estado com maior quantidade de depósitos, apresentando 15% dos depósitos do país. Só ficou atrás de São Paulo, que apresentou 38%. Em terceiro lugar ficou Minas Gerais, com 9%, depois Santa Catarina também com 9%, Rio Grande do Sul com 8% e, por fim, Rio de Janeiro com 7%.

Em âmbito internacional, o Brasil também conquistou o segundo lugar entre os países de origem dos depósitos em 2015, com 29%. Em primeiro lugar estiveram os EUA, representando 37%, em terceiro Suécia (10%), depois China (7%) e Holanda (4%).

As áreas tecnológicas em que ocorreram mais pedidos de patente foram: processamento elétrico de dados, com mais de 20% dos pedidos em 2014 e 2015; seguida de redes de comunicação sem fio; e em terceiro lugar, a área de transmissão de informação digital.

Os setores que apresentaram maior crescimento na quantidade de depósitos, no entanto, estão ligados a aplicações em veículos. O setor de sistemas de controle de tráfego obteve 167% de crescimento, o de fabricação de dispositivos veiculares B60W obteve 83%, enquanto que o de dispositivos veiculares B60K alcançou aumento de 75% de pedidos de patentes.

O estudo revelou também o domínio de empresas transnacionais nos depósitos de patentes no país, com destaque para as áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), de energia e automobilística.

 A análise divulgada revelou dados sobre a situação de empregos em duas vertentes: ramo de serviços de T. I. e área de serviços de T. I.

O ramo de T. I. engloba atividades como desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis ou não; consultoria em tecnologia da informação; suporte técnico, manutenção e outros serviços em T. I., tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; e serviços relativos a portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

A área de T.I., por sua vez, diz respeito aos cargos de diretores de serviço de informática; gerentes de tecnologia da informação; engenheiros em computação; especialistas em informática; analistas de sistemas ocupacionais; professores de matemática, estatística e informática do ensino superior; técnicos em programação; e técnicos em operação e monitoração de computadores.   

 

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