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Brasileirão

Paulo André explica 'caos' em campo e o estilo Diniz no Atlético

Paulo André explica 'caos' em campo e o estilo Diniz no Atlético
Fernando Diniz: elogiado por Paulo André (Foto: Geraldo Bubniak)

O zagueiro Paulo André, 34 anos, fez uma análise do trabalho do técnico Fernando Diniz no Atlético Paranaense. Ele explicou o 'caos' que o treinador tenta criar dentro de campo e detalhou como é o sistema de trabalho no dia a dia. As declarações foram durante o progama Bem Amigos, do Sportv, na segunda-feira (dia 23) à noite.

“Tem sido uma experiência incrível trabalhar com o Diniz”, disse Paulo André. “Não imaginava redescobrir o futebol no final da carreira, redescobrir a alegria de jogar futebol, dessa forma. Achei que já tivesse visto tudo depois desses quase 20 anos de carreira e joguei tudo no lixo. Esqueci tudo o que eu tinha aprendido e estou começando do zero com um cara que, para mim, tem sido um mentor”, declarou o zagueiro. “Sou um novo discípulo da maneira de enxergar e praticar o futebol. Infelizmente com a idade já avançada, não consigo executar da maneira que eu gostaria. Mas, sem dúvida nenhuma, é o futuro, é a forma como eu acho que os brasileiros querem jogar futebol daqui para frente”, afirmou o jogador.

Durante o programa, o ex-técnico Muricy Ramalho elogiou o trabalho de Diniz.

Paulo André explicou como é o estilo de jogo de Fernando Diniz. Perguntado sobre qual a principal característica, o jogador respondeu. “O primeiro deles é que ele cria um caos. Mas é um caos que tem uma lógica. Todos os movimentos são combinados, todas as aparições, tudo está descrito. Não é por acaso que estão ali”, argumentou. 

Contra o Grêmio, o Atlético errou na saída de bola e quase sofreu um gol – Luan chutou na trave. “São nove jogos. É a primeira vez que a gente erra na saída de bola. A conta que já fizemos é que marcamos seis gols saindo desse jeito. Então, no fim do ano, vai estar 50 a 5. Vamos tomar gol dessa forma, com certeza”, explicou.

Segundo o zagueiro, o estilo Diniz não é uma cópia dos europeus. “O Diniz costuma dizer que o modelo dele é diferente do que é praticado lá fora. Não é melhor, nem pior. Simplesmente diferente. É uma grande posse de bola. É quase um jogo de (futebol) de salão, em que todo mundo se aproxima da grande área, os dez se possível. E ali, com maioria, praticar um jogo bonito”, comentou.  

Além do estilo ousado, o técnico adota uma maneira diferente de comandar o grupo, segundo Paulo André. “Além do treinamento, a gestão também. Trabalhei com grandes treinadores, Mano, Tite, Luxemburgo. O que mais me chama de atenção o modelo de liderança dele (Diniz) é que ele não deixa passar dois minutos de treino ruim. Não tem treino ruim com ele. Não esconde nada pra dentro do tapete. Tudo ele resolve, ele decide, ele chama a atenção. A gente costuma treinar as vezes contra 12. A gente sai jogando contra 12. Daí quando tivermos só 10 a gente tem coragem pra jogar”, contou.

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