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Pedido de renúncia de Dilma deve orientar PSDB, diz secretário da sigla

GUSTAVO URIBE BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A defesa da renúncia da presidente Dilma Rousseff, feita nesta segunda-feira (17) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, deve ser adotada como linha principal de atuação a partir de agora do PSDB, principal partido de oposição ao governo federal. Para o secretário-geral nacional da sigla, deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), a mensagem divulgada pelo ex-presidente tucano nas redes sociais unifica o partido e deve orientar o discurso da sigla, inclusive no Congresso Nacional, diante do atual cenário de crise política. "O texto de Fernando Henrique Cardoso unificou o partido e pacificou o discurso. Essa linha deve orientar a legenda", afirmou. No texto, FHC disse que a renúncia seria um "gesto de grandeza" da presidente e fez um esforço para alinhar o discurso dos líderes tucanos. Pouco depois de divulgar sua mensagem nas redes sociais, o ex-presidente reuniu em seu apartamento, em São Paulo, os dois líderes que despontam como opções do PSDB para a próxima eleição presidencial: o senador mineiro Aécio Neves e o governador paulista, Geraldo Alckmin. Há duas semanas, aliados de Aécio defenderam a renúncia de Dilma e do vice-presidente Michel Temer e a realização de nova eleição. Alckmin tem sido cauteloso sobre a possibilidade de impeachment agora, quando ele não teria condições de deixar o governo para disputar com Aécio a indicação do PSDB e se candidatar à Presidência da República. A linha adotada por FHC é o principal tema em discussão na reunião do grupo de análise estratégica do PSDB, promovida nesta terça-feira (18), em Brasília. O objetivo do encontro é alinhar a mensagem do ex-presidente tucano com o discurso das bancadas do partido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

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