Na Arena

Petraglia afirma que Marlos não sai do Athletico e fala sobre Daniel Alves, torcida e SAF

Petraglia e Fernandinho
Petraglia e Fernandinho (Foto: Franklin de Freitas)

Na entrevista de apresentação do Fernandinho, nesta segunda-feira (27), o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, falou sobre a situação do meia Marlos – cuja saída do clube foi especulada – e disse que o sonho trazer Daniel Alves ainda não acabou. Também comentou sobre a relação com a torcida e disse que fez uma proposta às organizadas do clube.

Questionado sobre se Marlos pode sair, Petraglia foi direto. “Intriga”. E continuou. “Esse menino é de altíssimo nível. Ainda jogará por muitos anos”. O dirigente fez outra revelação sobre o jogador. “Ele se lesionou. A intenção dele era falar com a diretoria para parar de jogar. Ele disse que pode ser que lesione outras vezes e que não dê retorno. Não aceitamos”, falou. “Ele é atleticano, quis jogar no Athletico, continuar no Athletico. O único risco é a questão pessoal, de querer se aposentar, isso não há como impedir. Mas está tudo sob controle”.

Petraglia também falou que a vinda do lateral-direito Daniel Alves, que faz 39 anos em agosto, não está descartada. “Chance existe. Ele não definiu sua vida, está em Dubai (Emirados Árabes) fazendo festas com príncipes, de 53 relógios que pôs à venda, pelos 53 títulos que conquistou. Temos conversado”, disse. “É um sonho. Não o mesmo sonho do Fernandinho. O Daniel tem a continuidade do projeto pessoal dele”. Segundo o dirigente, Daniel Alves foi mesmo sondado após sair do São Paulo e antes de acertar com o Barcelona, em 2021. “Ele precisa jogar em um clube com altíssimo nível. O sonho dele é ser convocado para a Copa do Mundo. Estamos conversando. Ele tem o projeto dele pós-futebol. Não estamos misturando as coisas”, afirmou. “Acho muito difícil (um acerto), pelas ofertas que ele tem. Eu diria que a chance que é zero? Não. Mas está muito próximo disso”.

O dirigente também falou da relação das torcidas. Recentemente, o Athletico proibiu adereços de torcidas organizadas dentro da Arena da Baixada. “Eles têm que pensar que vai virar torcida única e não poderão mais viajar para estado nenhum” disse Petraglia, que sugeriu. “A gente libera tudo aqui: bateria, bandeira, adereço, com a condição de que não faça mais excursões.  Que façam façam festa em casa e não se preocupem em viajar”, afirmou. “Quando briga de torcida acontece, é a imagem do clube que fica maculada”.

Petraglia também falou sobre a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). “Tivemos a procura dos maiores bancos do mundo para serem nossos parceiros para transformação em SAF e fechamos com o maior do mundo, o Bank of America”, disse ele. “Nosso projeto é ambicioso. O Fernandinho faz parte., com certeza. No pós-Copa (de 2014), afirmávamos que seríamos um dos maiores das Américas. Se continuar, estaremos entre os maiores das Américas”.