comportamento

Quero ser como sou, só que mais elegante

Cenas do reality Queer Eye, no primeiro episódio da sexta temporada
Cenas do reality Queer Eye, no primeiro episódio da sexta temporada (Foto: Fotos: Divulgação Netflix e Reprodução Pinterest)

A frase aí acima é de Terri White, personagem do primeiro episódio da sexta temporada de Queer Eye, reality da Netflix em que cinco caras gays promovem uma transformação da vida de algumas pessoas. A série é emocionante, o elenco é ótimo, rende boas risadas, várias lagrimas e alguns aprendizados. Não vou me estender nos comentários sobre a série, porque há quem faça isso mais e melhor que eu, mas não podia deixar de falar de como o processo de transformação na imagem externa provoca mudanças internas e vice-versa.

A Terri é uma professora de dança que, com seus 60 anos, abusa de uma imagem sexy e livre, que incomoda algumas pessoas (entre elas sua filha) e esconde uma série de questões particulares que ela disfarça com o cabelão, decotes e pernas de fora. Não há problema nenhum, aliás, de ela ser como é. Mas, no decorrer do episódio, se percebe que algumas características suas não combinavam com o que ela queria transmitir. Por que? A resposta a gente sabe decor e salteado: insegurança, falta de amor próprio e falta de autoconhecimento. A gente assume uma imagem minimamente confortável ou conhecida e não percebe que há um mundo de opções de looks, comportamentos, emoções, relacionamentos e aventuras esperando fora dessa casca.

Na série, Terri continuou exuberante, mas aprendeu a dar uma aliviada na mão e criar looks que não misturam ao mesmo tempo decotes, comprimentos justos e curtos. Fez uso de algumas peças mais clássicas junto de outras mais atrevidas e parece ter entendido que, às vezes, esconder um pouco pode ser mais revelador do que se imagina.

Para mudar, melhorar, transformar qualquer coisa que seja, é preciso experimentar. Aí você descobre o estilo e as preferências que mais têm a ver com você, pelo menos naquele momento. Porque mudar, minhas caras, é preciso. E para inspirar vocês, essa metamorfose ambulante que foi David Bowie. Considerado o maior artista do século, Bowie estaria completando 75 anos agora em janeiro. Visualmente e artisticamente, o camaleão tinha o dom de se transformar, viver intensamente suas fases e nos encantar com tanta criatividade e talento. Let’s dance!

Terri White passou por um processo de transformação no episódio

David Bowie, o camaleão, sempre inspirador

Transformação feita, emoções no lugar e um visual mais equilibrado