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Polêmica

Revelação de conversas entre Moro e Lava Jato divide políticos paranaenses

Moro: deputados consideram que as revelações são graves e podem comprometer os resultados da investigação e do julgamento dos processos
Moro: deputados consideram que as revelações são graves e podem comprometer os resultados da investigação e do julgamento dos processos (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A divulgação das mensagens em que o ex-juiz Sérgio Moro aparece orientando ações da força-tarefa do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato pelo site Intercept virou o assunto do dia entre os políticos paranaenses. A maioria dos comentários, entre eles o deputado federal Gustavo Fruet (PDT) e do ex-líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PSB) consideram que as revelações são graves e podem comprometer os resultados da investigação e do julgamento dos processos. Já aliados da operação, como o deputado estadual Felipe Francischini (PSL), defendem a atuação de Moro e dos procuradores da Lava Jato, afirmando haver uma tentativa deliberada de adversários políticos do ministro de desacreditar a investigação.

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“O conteúdo divulgado pelo Intercept confirma que um limite perigoso foi ultrapassado. É mais combustível na crise política e institucional que o Brasil atravessa”, comentou Fruet. Segundo ele, as revelações trazem à tona questionamentos jurídicos e políticos. “Os processos que têm como base a força-tarefa da Lava Jato sofrerão impacto? Quais? A força-tarefa perde legitimidade? Os fins justificam os meios? Como fica o posicionamento do governo? Como se posicionará o STF?”, disse o deputado.

“Estou perplexo sobre as provas obtidas que comprovam a construção do golpe de 2016 e a condenação do Lula para tirá-lo da eleição de 2018. Creio que a PGR Raquel Dodge deve peticionar ao STF propugnando pela anulação da sentença e imediata liberdade do ex-presidente”, avaliou Romanelli. “Ainda está em vigência em nosso país o 'due process of law' (devido processo legal) e o Estado de Direito. Sérgio Moro não foi o coordenador da operação lava a jato (sic) e sim o juiz que deveria ter sido IMPARCIAL. Simples assim”, escreveu ele no twitter.

“O que nós vimos é um conluio de todos com o objetivo de manipulação das eleições de 2018”, disse o líder da oposição na Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT). “O senhores durante cinco anos apontaram o dedo para a sociedade e se transformaram em santos de pés de barro. É vergonhoso o que nós vimos. Moro sugerindo ao procurador para trocar as fases da Lava Jato. Que juiz é esse?”, criticou o petista sobre o ex-juiz e o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

“Só falta PTzada e Puxadinhos pedirem a prisão do Ministro Sérgio Moro, do Procurador Deltan Dalagnol e da Lava Jato”, reagiu Francischini, que preferiu questionar a legalidade da divulgação das conversas entre o ex-juiz e os procuradores. “Montar conversas, fora de contexto, é a Canalhice normal desta escória!”, disse o deputado, segundo o qual “se for necessário”, promete “voltar para as ruas, com a maior de todas as manifestações já vistas no país, em defesa da Lava Jato, do MPF, da PF e da Justiça Federal”.

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