Novo técnico

'Se o Paraná Clube contratasse o Tite, sofreria rejeição', diz Sílvio Criciúma

Sílvio Criciúma, em entrevista coletiva para a imprensa paranaense
Sílvio Criciúma, em entrevista coletiva para a imprensa paranaense (Foto: Divulgação/Paraná Clube/Allexandre Fellipe)

Sílvio Criciúma, 49 anos, concedeu nessa terça-feira (dia 27) sua primeira entrevista coletiva desde que foi contratado pelo Paraná Clube. Nas respostas para os jornalistas, o treinador falou sobre a rejeição a seu nome nas redes sociais, sobre os reforços recém-contratados e sobre seu papel no turbulento 2021 do clube, marcado pelo início de uma parceria com a empresa FDA Sports e por uma eleição com três chapas.

Quando o Paraná anunciou a contratação de Sílvio Criciúma, muitos torcedores reclamaram nas redes sociais. “Se o Paraná contratasse o Tite, sofreria rejeição de algum lado. Futebol hoje tá dessa forma. A rede social está muito ativa. E temos ali na rede social uma divisão de opostiores e torcedores rivais agindo, atuando nas páginas do clube. Não me importo com isso. Serei avaliado pelo resultado final da minha passagem no Paraná. Isso não me impede de acordar todos os dias motivado para fazer o melhor pelo Paraná. E o discurso no futebol está aliado ao resultado. Na segunda-feira, ganhamos do Ypiranga, eu serei um grande trinador. Se não ganhar, o discurso é esse. O meu andamento é sempre fazer o melhor, com um dia a dia positivo”, declarou.

O novo técnico também descartou promover a estreia de reforços na segunda-feira, contra o Ypiranga. Ele não conta com nenhum meia centralizado, já que Gabriel Pires está lesionado. Uma opção seria lançar o recém-contratado Luigi. O clube também pode confirmar nos próximos dias Andrey Falinski, André Ferreira e Araújo. Clique aqui para saber mais sobre esses jogadores.

“Esses jogadores chegaram mais nos últimos duas. Ainda não reúnem as melhores condições. E precisamos do atleta no mais alto nível. Não adianta exigir de um atleta o que ele não tem para ofrecer”, declarou.

Sobre chegar ao clube no meio de uma eleição com três chapas e o clube na zona de rebaixamento, Sílvio Criciúma demonstrou tranquilidade. “Esse é meu 11º trabalho. E a maioria foi dessa forma, de tirar a equipe de situação desconfortável. Independente de questão política, vim para fazer o melhor possível. Tenho que pensar no próximo jogo, na evolução de treinamento, na semana”, comentou.

Perguntado se foi contratado pelo clube ou pela empresa parceria, a FDA Sports, Sílvio foi enfático. “Fui contratado pelo Paraná. Pepresento o Paraná. É um grande passo na minha carreira. Uma oportunidade única”, afirmou.

Em relação à utilização das categorias de base, o treinador explicou sua visão. “É positivo ter os atletas da base representando o clube. Hoje o atleta com 18 anos tem que estar preparadíssimo para vestir a camisa do seu clube. Com um dia de treinamento já consegui identificar, ver o potencial, as possíveis melhoras, não só dos mais jovens, mas de uma forma geral no elenco. Eu necessito das vitórias, o Paraná necessita das vitórias. O futebol brasileiro não tem paciência para trabalhos longos, para trabalhar categoria de base. Se o menino não for bem, também vai ter o discuro contrário”, argumentou.

Sobre a troca frequente de treinadores no Paraná Clube nos últimos anos, Sílvio usou como exemplo o Palmeiras de Abel Ferreira. “É importante saber que tem a necessidade do resultado. É uma realidade não só desse ano, mas de anos anteriores. É do futebol brasileiro, de uma forma geral. O Abel Ferreira foi muito criticado no Palmeiras, após perder alguns campeonatos. Foi bastante questionado a ponto de risco de demissão. Passada aquela instabilidade, o Palmeiras emendou uma série de nove vitórias. Talvez o Paraná esteja nessa situação, na Série C, por essa troca frequente. Eu queria que mudasse, eu gostaria que os treinadores tivessem tempo para trabalhar nos clubes. Logicamente eu queria ser um desses treinadores empregados para poder desenvolver o trabalho”, disse.

Perguntado sobre qual recado quer mandar para a torcida, o treinador falou em organização, disciplina e entrega. “Quero pedir apoio da torcida. O Paraná precisa de todos os setores juntos para sair dessa situação. Joguei futebol dos 16 aos 36 anos. Fui capitão praticamente em todos os jogos nas equipes que passei. Vim desenhando o perfil para ser treinador. Não vai faltar organização, disciplina e entrega. Quero ficar um longo tempo no Paraná. Minha entrega será total”, declarou.