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Lollapalooza

Chili Peppers mostra poder de sobra para lotar festivais 

AMANDA NOGUEIRA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cinco meses depois de fazerem um show irregular no Rock in Rio, os Red Hot Chili Peppers retornaram ao Brasil para encerrar a primeira noite de Lollapalooza nesta sexta (23), no Autódromo de Interlagos. A banda não se redimiu da apresentação anterior, mas se esforçou para agradar os brasileiros, apesar de falhas de som que prejudicaram parte do público e de um Anthony Kiedis morno, destoando da usual energia da banda. Ainda assim o público, que havia aguardado mais de uma hora e meia à frente de um palco inativo, fez jus à carteirinha de fã, pulando, dançando e cantando a plenos pulmões em hits como "Under the Bridge" e "By the Way". Em sua oitava passagem pelo país -e a primeira no Lollapalooza brasileiro-, reapresentaram o show da turnê do disco mais recente, "The Getaway" (2016). O início em ritmo frenético novamente se deu com "Can't Stop" e "Snow ((Hey Oh))" no que parecia ser uma reprise da apresentação anterior. Ideia da qual a banda se desviou com "Otherside", "The Adventures Of Rain Dance Maggie" e "Blood Sugar Sex Magik", para citar algumas modificações. "Nós vamos na igreja do centro da sua cidade às 3 da manhã procurar Deus", disse o baixista Flea, convidando o público para acompanhá-lo. Em uma das surpresas aos brasileiros, o guitarrista Josh Klinghoffer arriscou tocar e cantar em português "Menina Mulher da Pele Preta", tentando emular o suingue vocal de Jorge Ben Jor. O eterno substituto de John Frusciante empolgou novamente com uma boa finalização na guitarra em "Aeroplane". Na funkadélica "Hump de Bump", o brasileiro Mauro Refosco (da banda Forró The Dark e membro de apoio do RHCP) assumiu a percussão. Ao lado de Klinghoffer, ele fez na percussão algo semelhante ao que Flea costuma fazer com seu baixo saltitante. Ao fim, os americanos conseguiram apresentar um show diferente do que haviam feito e mostraram ainda ter apelo de sobra para lotar festivas, mas não surpreenderam.

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