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Palanque na TV

Tantas emoções

Os candidatos ao governo do Estado se despediram ontem na campanha na TV no primeiro turno apelando para o emocional do eleitorado com fins diferentes: Ratinho Júnior (PSD) tentando ampliar seu apoio para liquidar a fatura já no primeiro turno, enquanto Cida Borghetti (PP), João Arruda (MDB) e Dr Rosinha (PT) pediram ajuda para levar a disputa para a segunda fase. 

Superação
Cida Borghetti contou que quando tinha 33 anos de idade, teve “uma experiência muito difícil” ao descobrir que estava com câncer. Na época, relatou que sua filha Maria Victória (PP), hoje deputada estadual, ainda era pequena. A candidata então explica que trouxe para o País a companha “Outubro Rosa”, de prevenção ao câncer de mama. 

Responsabilidade
Cida, mais uma vez, bateu na tecla da necessidade de experiência para governar o Estado. “Governar é governar para todos e isso pede responsabilidade, exige compromisso. Eu sei disso porque sou governadora”, alegou ela, que terminou o programa se despedindo dos eleitores com um “até o segundo turno”. 

Mudança X continuidade
Cida passou praticamente todo o primeiro turno desfiando o rosário de realizações dela nos seis meses de governo. Ao mesmo tempo, seu programa fala em “mudança”, o que cria uma dúvida entre o eleitorado, já que como candidata à reeleição, ela também representaria naturalmente uma continuidade. Uma contradição que pode dificultar a absorção do discurso da candidata. 

Família
Ratinho Júnior exibiu depoimentos de seu pai, o apresentador de TV Carlos Massa, o Ratinho, da mãe, dos irmãos e da esposa, todos obviamente elogiosos. Ratinho pai diz que o filho começou a ajudá-lo cedo, e “gosta de trabalhar”. Também apareceu ao lado da esposa e dos filhos, afirmando que teve “motivação para aguentar as calúnias e ataques” durante a campanha. 

Estradeiro
Dr Rosinha disse conhecer todas as regiões do Paraná, viajando por terra, pelas estradas, e por isso, sabe que elas “estão péssimas”. Mas o que lhe chama a atenção, afirmou, foi o povo e o que ele pede. “Não adianta construir pontes e viadutos para o povo morar”, apontou. 

Virada
João Arruda apelou mais uma vez para o tio senador e candidato à reeleição, Roberto Requião (MDB). Disse que “a virada continua nas ruas” e apareceu ao lado da família. 

Bandeira
O candidato do MDB reafirmou a promessa de baixar as tarifas de energia elétrica e da água, sem tirar recursos do governo, diminuindo “o lucro dos acionistas da Sanepar e da Copel”. O problema é que o Estado é justamente o maior acionista de ambas as empresas e o maior prejudicado com perda de receita em caso de redução dos dividendos distribuídos por elas. 

Reprise
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, segue a estratégia de exibir exemplos de pessoas que melhoraram de vida durante os anos do governo Lula como forma de atrair o voto do eleitorado saudoso do ex-presidente. O problema é que Haddad parece só falar do passado e não do que pretende fazer caso eleito. “Vamos resgatar o que deu certo e melhorar com novas ideias”, disse no programa o petista. 

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