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Coritiba 1 x 2 Atlético-GO

Técnico do Coxa diz que não é hora de 'fazer caça à bruxa'

(Foto: Valquir Aureliano)

Uma atuação para ser esquecida. Essa foi a definição dada pelo técnico Umberto Louzer para o desempenho do Coritiba na manhã/início de tarde deste domingo (08 de setembro), data em que a equipe coxa-branca acabou derrotada dentro de casa pelo Atlético-GO, por 1 a 2, em confronto direto na luta pelo acesso à Primeira Divisão.

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“É um jogo que planejamos a vitória. Sabíamos da dificuldade que seria o adversário, que eles jogariam pela bola parada. Mudamos nossa estratégia para poder contra-atacar, aconteceu, mas tomamos as decisões erradas. Temos que tirar lições. Todos nós estamos insatisfeitos”, disse o treinador.

Há quatro jogos sem vencer, o Coxa agora vê sua posição dentro do G4 ameaçada – Operário e Paraná Clube estão a apenas dois pontos de distância do adversário, que termina a rodada perdendo duas posições na tabela e caindo para a quarta colocação. Apesar disso, o comandante coxa-branca ainda mostra confiança na equipe.

“Tenho certeza que iremos dar uma resposta mais para frente. Agora é o momento de olhar para dentro, continuarmos com nossas correções. Continuamos no G4, claro que a margem diminuiu, mas continuamos dependendo apenas das nossas forças”, ressaltou Louzer na entrevista coletiva. “Agora não é momento de caçar bruxa nem apontar dedo. É momento de ter convicção no que estamos fazendo para que a gente possa voltar a vencer.”

Substituições

Um dos assuntos mais recorrentes na conversa com os jornalistas foram as substituições promovidas por Louzer. Na volta do intervalo, por exemplo, ele sacou o zagueiro Wallisson Maia, lesionado, e promoveu a entrada do ponta-esquerda Patrick Brey, deslocando o volante Matheus Sales para a zaga e o meia Giovanni para a volância. Depois, ainda colocou o atacante Wellissol na vaga de Giovanni e tirou o meia Juan Alano para a entrada de Nathan.

“A ideia do adversário era contra-atacar e eu precisava ter a bola. Eu trouxe o Sales (para zaga), que ele tem esse poder de construção, de passe, e coloquei o Patrick Brey, que é um atacante. Precisávamos arriscar, até porque estávamos jogando dentro de casa”, explicou o técnico. “É do jogo, o adversário fecha e você tem de abrir. Minha estratégia era iniciar em cima do adversário, neutralizar os contra-ataques, mas acabamos tomando logo no início um gol de contra-ataque. É do futebol. Hoje não conseguimos empatar e virar o jogo.”

Arbitragem

Outro assunto bastante comentado foi a atuação do trio de arbitragem do Distrito Federal, comandado por Christiano Gayo Nascimento. Durante a semana, o Coritiba já havia encaminhado um ofício à CBF pedindo que a escala de árbitros fosse mudada, uma vez que Nascimento é do Distrito Federal, unidade ‘intrinsecamente ligada’ ao estado de Goiás, alegou o Coxa, e que o árbitro faria apitaria apenas pela segunda vez um jogo de Série B (e logo um confronto direto na disputa pelo acesso). A CBF, porém, não atendeu ao pedido da equipe paranaense e o Coxa teve de arcar com o ônus de um pênalti não assinalado aos 16 minutos do 2º tempo, quando a partida estava 1 a 0 para os visitantes.

“Para o Coritiba não tem, é só contra o Coritiba. Vamos dar sequência no trabalho", reclamou o zagueiro Sabino ainda na saída do gramado.

“Isso já aconteceu com a Ponte Preta, perdemos com um gol impedido. Hoje houve uma penalidade a nosso favor (que não foi marcada), a expulsão… Ali naquele momento (do pênalti), se a gente faz o gol o jogo muda. Esperamos que a gente não venha a ser mais prejudicado ao longo da competição. Temos de lamentar e pedir que tenha essa neutralidade (da arbitragem) para não nos prejudicar mais ao longo da competição”, completou o técnico Umberto Louzer na entrevista coletiva.

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