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'Tive de reinventar o negócio. Vou trabalhar faturando um terço'

Lucas Furlani, dono de duas franquias do Soho de salão de cabeleireiros

"Hoje abri o salão para alguns atendimentos, mas o dia foi para passar as instruções do protocolo aos funcionários. Tenho equipe grande: são 23 funcionários no salão da Pompeia e 17 no da Vila Leopoldina. Fiz grupos de cinco, em horários alternados, para passar as instruções. A partir de quarta-feira, os salões estarão trabalhando no novo padrão.

Os preparativos foram intensos. A partir de agora, a limpeza será reforçada e todos os dias serão de faxina pesada. Escolhi produtos específicos para limpar os equipamentos, da bancada às cadeiras, pentes e escovas. Comprei capas descartáveis, máscaras, luvas e sobretudo álcool em gel, que estão custando mais caro.

Aumentei o distanciamento entre as estações de trabalho, mantendo o espaçamento de dois metros. O atendimento será com hora marcada. Tive de reinventar o negócio. Analisei todos os gastos e, a partir de agora, vou trabalhar faturando um terço do que faturava. Reduzi as despesas na mesma proporção. Não precisei mandar ninguém embora.

A maior dificuldade tem sido obter crédito. Os recursos não chegaram para os micro e pequenos empreendedores. Tivemos de renegociar aluguéis e também com os fornecedores. Não tivemos apoio nenhum do governo. Isso tudo foi muito triste."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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