Parque Barigui

Uma grande fila se formou para ouvir bruxa contar histórias na Expo Educação

(Foto: Cesar Brustolin/SMCS)

Uma grande fila se formou em frente ao estande da Gerência de Bibliotecas e Faróis na Expo Educação 2018, nesta quarta-feira (1º/8), que acontece desde a terça-feira (31) em Curitiba. Muita gente parou para tirar uma foto com as Bruxas da Casa Encantada do Bosque Alemão e participar das atividades de contação de história.

O espaço e as atividades desenvolvidas de incentivo à leitura pelas professoras estão entre as mais disputadas da Expo Educação, comprovando que uma boa narrativa não perde espaço para equipamentos eletrônicos e outros recursos digitais.

Seis experientes contadoras de histórias, todas profissionais da rede municipal de ensino, se revezaram no estande recebendo os visitantes. Elas mostraram como inovam a forma de integrar os estudantes ao mundo literário, explorando a imaginação e a curiosidade a partir de fantasias e personagens no imaginário infantil e popular.

Segundo a gerente de Bibliotecas e Faróis, Christiane Martins, mil profissionais já passaram pelo espaço para ouvir e receber dicas de como contar histórias no ambiente escolar.

“Os adultos não devem transformar a leitura em uma atividade mecânica, de ler só por ler. O que realmente importa é criar oportunidades para que as crianças possam pensar, analisar e conversar sobre a história”, destaca Christiane.

Aprendizagem

A contação de histórias promove uma aprendizagem prazerosa, auxilia no desenvolvimento do imaginário infantil e na melhoria da interpretação, da interação social, da capacidade crítica e na alfabetização.

“Os contos tradicionais exploram conteúdos e sentimentos que interessam muito às crianças como medo, abandono, crescimento e o mal. Elas têm muito interesse em conversar sobre esses temas”, destaca a professora Elisabeth César Maschke, a Bruxa Beth como é conhecida na Casa Encantada.  

Contadora de histórias há mais de 20 anos, a Bruxa Beth recomenda que o educador desenvolva um ritual antes de contar histórias. “O ideal é que o professor, ao contar uma história, tenha uma diversidade de estratégias sobre como tocar a imaginação dos alunos, saber como utilizar a expressão corporal, o ritmo, o gesto, e principalmente a entonação da voz”, disse.

Segundo a experiente professora, isso faz com que a criança fique envolvida pelo encantamento e pela fantasia.