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Reforço na frota

Urbs vai colocar mais ônibus na rua a partir da segunda-feira

(Foto: Luiz Costa/SMCS)

A Urbs vai reforçar algumas linhas a partir de segunda-feira (8/6). Serão colocados mais cinco ônibus biarticulados na linha Pinheirinho-Rui Barbosa, a partir das 17h, além de mais veículos nas linhas Rio Bonito, Rio Bonito – CIC e Dalagassa. Somente na linha Pinheirinho-Rui Barbosa, a frota será ampliada em 33%.

Com a reabertura dos shoppings, no último dia 25/5, a Urbs ampliou de 65% para 80% o uso da frota de 1,5 mil veículos.

A linha Inter 2 passou a funcionar com 100% da frota nos dias úteis. As linhas expressas Pinheirinho-Rui Barbosa, Santa Cândida-Capão Raso e Circular Sul operam com 90% da capacidade nos horários de maior movimento e as linhas alimentadoras, que atuam na região Sul da cidade, trabalham com 100% no horário de pico. Também foi feito o reforço na linha Boqueirão-Centro Cívico nos picos da manhã e da noite.

Para evitar aglomeração, a Urbs já tomou uma série de medidas no transporte coletivo. Os ônibus das principais linhas só podem sair dos terminais com lotação máxima de 50%. Todos os terminais têm marcações para que os passageiros mantenham uma distância de, no mínimo, 1,5 metro entre si e há distribuição de folders com orientações sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras, necessidade de manter o distanciamento e as janelas abertas nos veículos. Uma das medidas que podem ser tomadas também é a determinação para que os motoristas não parem em pontos e em tubos quando os ônibus estiverem cheios.

Cartazes, faixas e painéis eletrônicos nos ônibus também trazem informações sobre a prevenção da covid-19. Fiscais e agentes da Guarda Municipal fazem o trabalho de orientação, que ganhou também o apoio do Exército desde o último dia 14 de maio. O trabalho, que duraria dez dias, foi prorrogado.

A força-tarefa, que conta com a participação de 80 soldados, está concentrada – entre 5h30 e 8h30 – nos principais terminais (Pinheirinho, Santa Cândida, Cabral, Centenário de Boqueirão). No fim do dia, entre 16h30 e 19h30, a cooperação entre Prefeitura e Exército é nas estações-tubo nas praças Carlos Gomes, Rui Barbosa e na estação Central.

A Urbanização de Curitiba (Urbs) também pretende reunir entidades representativas do comércio, serviços e indústria para discutir os horários alternativos para funcionamento de empresas e evitar a sobrecarregar o sistema de transporte nos horários de pico. A ideia é realizar, na semana que vem, uma reunião com representantes da Associação Comercial do Paraná (ACP), lideranças da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio) e da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

“Temos que discutir de maneira ampla, com os diversos setores, medidas flexibilizar os horários de funcionamento e por consequência de entrada e saída dos funcionários. A reabertura é essencial para a economia, mas evitar a propagação da doença, especialmente agora com as temperaturas mais baixas, é uma responsabilidade que precisa ser partilhada também pelos empresários”, disse o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Nesta sexta-feira (5/6), o presidente da Urbs se reuniu, em encontro virtual, com o presidente da ACP, Camilo Turmina, da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos, e o diretor-executivo das empresas de ônibus de Curitiba, Luiz Alberto Lenz César, para debater o horário do comércio. A reunião teve participação também de diretores de associações comerciais da Região Metropolitana e do empresário Angelo Gulin, representante das empresas de ônibus.

Muitos lojistas não estão seguindo horários alternativos estabelecidos pela entidade, sobrecarregando o sistema de transporte em um momento em que é preciso manter os protocolos de distanciamento social por conta da pandemia do novo coronavírus.

A ACP recomenda que shoppings abram das 12h às 20h e o comércio de rua das 10h às 17h, mas nas últimas semanas muitos estabelecimentos passaram a abrir em horário de antes da pandemia, das 9h às 18h.

Segundo Maia Neto, o movimento geral do transporte coletivo se mantém em um terço do registrado antes da pandemia.

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