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Vereadores não descartam nova CPI após depoimento

O presidente do Instituto Curitiba de Informática (ICI), o engenheiro eletrônico Renato José de Almeida Rodrigues, prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (17) na CPI do Transporte Coletivo. Após ouvir Rodrigues, o vereador Jorge Bernardi (PDT) comentou que é possível a abertura de uma nova CPI.

Em seu depoimento, Renato Rodrigues, que foi diretor-técnico do ICI entre 2005 e 2010 e respondia pela presidência da organização social entre 2011 e abril desde ano, comentou que o município não era refém do ICI, apesar de a entidade operar os principais sistemas de informação da capital paranaense.

O engenheiro confirmou que, só em 2012, a prefeitura destinou cerca de 115 milhões para a entidade. Isso significa 71% de todos os recursos recebidos pelo ICI na cidade, já que os valores arrecadados em Curitiba chegaram a R$ 160 milhões. Deste montante, apontou o presidente da CPI, Jorge Bernardi (PDT), cerca de R$ 60 milhões foram para quatro empresas do grupo econômico liderado por Aroldo Jakobowski. Esse valor foi repassado para as empresas Horizons Softwares, Minuano, Sisteplan e Performan, indicou Bernardi.

Desse jeito o ICI acaba sendo só uma maneira de serem dispensadas licitações, uma espécie de ‘atravessador’ de serviços. No caso dos contratos com a prefeitura, o poder público ainda paga uma ‘comissão’ (taxa de administração) de cerca de 10%, reclamou o parlamentar.

Rodrigues confirmou que o Executivo municipal é o principal cliente do ICI e negou, em resposta a Bernardi, que o instituto seja mero repassador de serviços entre órgãos públicos e determinadas empresas, ou que receba comissão para isso. Por se tratar de uma organização social, sem fins lucrativos, não é necessário licitar as terceirizações. O ICI era e continua sendo, na atual gestão, um grande parceiro da prefeitura, afirmou.

Possibilidade

Após o depoimento, as vereadores levantaram a possibilidade de investigações sobre o ICI. Para Bernardi, não está descartada a criação de uma nova CPI. Já o vereador Bruno Pessuti (PSC), relator da CPI, alertou que a cidade possui diversas questões , que podem ser investigadas nos próximos meses, como a coleta do lixo. Para Chicarelli (PSDC), a emissão de alvarás e a Cohab-CT também são mote de questionamentos. O ICI pode ser outra caixa-preta, apontou.

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