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'Vou trazer esse cinturão de volta ao Brasil', diz Jéssica Andrade, campeã no UFC

O primeiro desafio da campeã Jéssica Andrade depois de ter conquistado o cinturão do UFC será encarar a chinesa Weili Zhang na casa da adversária, neste sábado, em Shenzhen, na China. "Bate-Estaca", como é conhecida, vai colocar em jogo o título peso palha da organização e garante: "Vou trazer esse cinturão de volta ao Brasil".

"Meu objetivo é mostrar tudo o que treinei nos últimos meses e trazer esse cinturão de volta ao Brasil comigo. Treinei muito, me preparei para esse confronto e a expectativa é de encerrar a luta - com um nocaute ou com uma finalização - antes do quinto round", projetou a lutadora.

O duelo contra Weili Zhang é uma surpresa para os fãs de MMA, já que a chinesa ocupa apenas a sexta posição no ranking do Ultimate. Apesar da colocação, a adversária de Jéssica Andrade exibe um cartel com 19 vitórias seguidas - com apenas uma derrota em sua estreia, em 2013. Já a brasileira entra no octógono ostentando o cinturão, conquistado após derrotar Rose Namajunas em maio do ano passado, no Rio de Janeiro, e acumulando 20 vitórias e seis derrotas na carreira.

Quais são os pontos fortes da sua adversária?

Ela é uma oponente muito forte, tem uma trocação boa e trabalha muito bem as quedas. Eu olho para a Zhang e me vejo - ela é uma lutadora agressiva, que caminha para frente.

Acredita que a Weili Zhang pode te surpreender dentro do octógono?

Vamos ver qual estratégia ela vai usar na luta, mas estou preparada para qualquer coisa que seja apresentada dentro do octógono.

O combate pode ser mais difícil por ser fora de casa?

Eu estou muito feliz de poder liderar esse evento em Shenzhen, mas eu vejo como apenas mais uma luta. Já fui vaiada em eventos fora do Brasil, mas também já fui muito aplaudida.

Na sua opinião, a luta deve durar todos os assaltos?

Meu objetivo é mostrar tudo o que treinei nos últimos meses e trazer esse cinturão de volta ao Brasil comigo. Treinei muito, me preparei para esse confronto e a expectativa é de encerrar a luta - com um nocaute ou com uma finalização - antes do quinto round.

Acredita que, além de vencer, pode agradar o público da casa?

Meu objetivo é entrar e dar meu melhor, mostrar o que treinei. Eu não saí do meu país e viajei o mundo todo para entregar a vitória para o outro. Eu estou indo para vencer. Mas gosto de ser a zebra, gosto de mostrar que consigo me superar sempre. Essa é a melhor parte. Tenho certeza que vou sair da China com fãs novos.

Citando os seus fãs, o que mudou na sua vida após se tornar campeã?

Agora está ficando difícil para andar nos lugares. É o dobro de pessoas que me reconhece. Todo mundo olha, pedem para tirar foto. Está sendo muito bom ter todo esse carinho, mas nunca vou esquecer quem eu sou de verdade. Vou ser uma campeã acessível para todo mundo. Acho que não pode deixar subir à cabeça porque você deixa de ser você mesmo. Foi muito bom chegar lá e ser campeã, mas dentro de mim eu ainda tenho muito para provar.

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