Olá, mundo!

15 março, 2016 às 19:11  |  por admin

Sabe aquele sonho de viajar o mundo? Conhecer novas culturas e pessoas. Descobrir o que mais tem lá fora… lá longe. E estar lá. Sentir. Viver.

Algumas pessoas me questionam porque largar tudo para fazer uma viagem de longo prazo pelo mundo. Mas e se invertêssemos a pergunta: Por que continuar no mesmo trabalho sempre, fazendo as mesmas coisas todos os dias, economizando para trocar de carro todo ano ou para comprar um apartamento maior? Penso que não se trata de um julgamento de valores, cada um é feliz de um jeito e nem todo mundo tem essa oportunidade, mas de uma reflexão sobre o sentido que damos às nossas vidas e aos padrões de comportamentos que repetimos simplesmente por serem mais aceitos socialmente. 

Tem uma frase de Benjamim Disraeli que diz que a vida é muito curta para ser pequena. Acho que por isso viajo, para que minha vida tenha um sentido maior do que o meu ego e para evoluir como ser humano. Penso que quando saímos da nossa zona de conforto e nos permitimos viver novas experiências aprendemos tanto que não enriquecemos materialmente mas como pessoas. E isso tem um valor imensurável para mim. É como se abríssemos uma janela para o mundo e ao mesmo tempo para dentro de nós mesmos. E acredito que quanto mais conectados estamos com quem verdadeiramente somos, mais tudo faz sentido. 

Aprendi também que sonhos existem para serem realizados. E não pode ser algum dia. Tem que ter data, mês e ano. Se não, continua sendo somente sonho. Então eu me preparei, trabalhei bastante, me planejei e economizei para poder fazer essa viagem que não tem um roteiro ao certo e nem data para terminar.

De qualquer forma, partir não foi fácil. Não só pelo meu trabalho que me realizava ou pelas pessoas que ficaram para trás, mas por todas as expectativas envolvidas nesse projeto. Vivemos uma vida inflada delas – com nós mesmos, com os outros e com todas as coisas ao nosso redor. Tentamos racionalizar tudo e prever o que vai acontecer ao invés de simplesmente vivermos e permitirmos que a vida flua e nos surpreenda. Expectativa, no entanto, não é a mesma coisa que esperança. As expetativas nos frustram, geram ansiedade e a ilusão de que temos o controle das coisas, enquanto não temos o controle de nada nem de ninguém. Já a esperança nos motiva e nos dá força e coragem para realizarmos tudo aquilo que desejamos com flexibilidade, com o coração aberto para o que o universo nos reserva e sem garantias de nada.

Agora o que era sonho a cada dia se torna realidade. E com muita esperança de que seja um caminho lindo mas sem expectativas de como será, convido vocês a viajarem comigo nessa jornada que começa pela Tailândia.

Desfrutar de um pôr do sol como esse no meio do mar de Andamão faz tudo valer a pena.

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