Caso Baleia Azul: como pais devem agir sobre a internet

20 abril, 2017 às 08:44  |  por Josianne Ritz

Resultado de imagem para baleia azul Tentativas de suicídio e casos de automutilação que estariam relacionados ao chamado “jogo da Baleia Azul” têm chamado a atenção das autoridades policiais e de saúde em várias partes do Brasil, incluindo o Paraná. Preocupado com a situação, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) faz um alerta aos pais para que redobrem os cuidados com os filhos, principalmente adolescentes, com intuito de atuar de modo preventivo e também identificar sinais que possam indicar que estejam participando dos desafios propostos pelo jogo. Além de estar mais próximos dos filhos, os pais ainda podem reforçar a atenção com algumas medidas simples para entender o que os filhos acessam na internet ou na TV. A promotora de Justiça Luciana Linero, que atua no Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) da Criança e do Adolescente e da Educação do MPPR – Área da Criança e do Adolescente, lembra que ser pai ou mãe de adolescentes, por si, já exige mais, pois essa é uma fase em que naturalmente as pessoas tendem a apresentar um comportamento mais rebelde e vontade mais acentuada de transgredir regras. Além disso, ela comenta que os casos de depressão na adolescência, que podem deixar a pessoa mais suscetível a participar desse tipo de desafio, também têm se tornado mais comuns nos últimos anos. Veja as dicas para os pais – Há tempo para tudo: evite que seus filhos fiquem expostos até altas horas na internet e assistindo filmes na televisão pela madrugada – Tente ser um bom exemplo: se você estabelece restrições sobre quando o seu filho pode usar as redes sociais ou ficar online (exemplo: nada de mandar mensagem depois das 22h), ter o mesmo comportamento faz uma grande diferença – Existem bons momentos para ter conversas sobre segurança online. Quando eles ganham o primeiro celular (é bom para estabelecer regras básicas), quando o seu filho faz 13 anos e atinge a idade mínima para entrar no Facebook – Os pais devem supervisionar os acessos dos filhos de uma forma discreta. A vida moderna exige que os pais tenham pelo menos conhecimento básico de internet — peça ao seu filho para ser adicionado nas redes sociais deles, fazendo isso você poderá saber o que está se passando com ele e com quem eles estão interagindo – Caso os pais não tenham idade para aprender a conviver com este mundo virtual, eles devem delegar tal tarefa para um parente mais próximo (irmão, primo, sobrinho) a quem o adolescente seja próximo e confie – Quando possível, deixe o computador num local comum e visível da casa – Se vetar alguma página, explique as razões e os perigos da rede – Evitar expor informações particulares e de dados pessoais em demasia: (telefones, endereços, CPF, horário que sai de casa e para onde está indo, localização acessível o tempo todo, etc) – Evitar colocar fotos tais como: locais onde frequenta (clubes, teatros, igrejas), carros (a placa localiza o endereço), casa (mostra onde a pessoa mora) – Nunca incluir desconhecidos nos contatos – Existem aplicativos que os pais podem baixar para saber/bloquear conteúdos da internet acessados pelos filhos

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