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Velhas discussões!

17/07/12 às 00:00   |  Edílson de Souza - edilsondsouza@yahoo.com.br

Edílson de Souza
edilsondsouza@yahoo.com.br

Velhas discussões!
A derrota do Coritiba, sofrida na última rodada do Campeonato Brasileiro, na cidade de Campinas frente à Ponte Preta e por consequência a entrada na zona de rebaixamento na competição serviu para reabrir velhas discussões. Tudo aquilo que era comentado no início do ano, agora está de volta com muita força.
Por exemplo, todas as fragilidades que foram deixadas de lado, escondidas pela boa campanha no Campeonato Paranaense e principalmente na Copa do Brasil, agora são os principais motivos de cobrança da torcida coxa branca.
Voltam, também, os comentários e questionamentos sobre o enfraquecimento do time por conta das saídas de jogadores importantes, a falta de reposição à altura, a forma pela qual o técnico Marcelo Oliveira conduz o seu time e dá explicações após os insucessos, novamente são colocados em pauta para análise.
Aliás, para muito torcedores, o técnico do Coritiba não serve mais. Mesmo fazendo um bom trabalho, e conseguindo extrair o máximo de seus jogadores e chegando bem próximo de conquistar um feito inédito ele é incompetente para seguir no comando. No entanto, é preciso dividir as responsabilidades.
Entendo que o torcedor por ser passional, ele quer ver o seu time vencer a qualquer custo e esquece o contexto. O treinador deve ser cobrado apenas pelo trabalho executado dentro de campo. A diretoria tem sua parcela de responsabilidade, tanto no sucesso quanto no insucesso e também deveria ser cobrada na mesma intensidade. E por fim os jogadores. Eles são muito bem remunerados, são tão exaltados nas vitórias, então, na hora ruim deveriam enfrentar a torcida e falar que eles foram incompetentes para buscar os resultados positivos e não apenas o treinador.
Por outro lado, o bom treinador é aquele que tem a capacidade de fazer um time com aquilo que o clube lhe oferece. Porém, não existe milagre no futebol e o Marcelo Oliveira, mesmo que cometesse muitos equívocos no decorrer deste ano, ainda assim está cumprindo o seu papel.
Agora, é muito difícil para o torcedor entender que um clube do tamanho do Coritiba não seja competente de achar um centroavante no mercado do futebol mundial. E mais ainda, que teoricamente tenha perdido uma disputa para o Figueirense, no caso do “Loco Abreu” por conta da falta de recursos financeiros.
Na minha ótica, o time do Coritiba não é tão ruim para correr risco de ser rebaixado. Entretanto, não tem elenco para chegar entre os primeiros e buscar uma vaga na Taça Libertadores de América. É um time para ficar no meio da tabela. Mas, se tiver a competência de reforçar o seu time, por certo, poderá brigar na ponta da tabela. Ainda há tempo. Pelo contrário, vai sofrer ate o final do campeonato.

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Gabriel Barbosa
barbosagabriel@ig.com.br

Reforços!
Dois jogos em casa foi o suficiente para sair da incomoda da zona de rebaixamento e pular para o nona colocação. O jogo contra o Ipatinga foi sofrível de assistir, mas o importante foram o três pontos. Já contra o ABC de Natal, o time já teve uma evolução, sendo que as novas contratações corresponderão, e o pensamento a partir de agora e que com a vida de um atacante poderemos voltar há acreditar que a volta a primeira divisão ainda será possível!

Hoje!
Florianópolis hoje não deverá ser muito diferente de Curitiba, em questão de temperatura, por isso o time atleticano tem que entrar ligado e buscar de qualquer maneira os três pontos nesta difícil luta da segunda divisão. O torcedor viu a evolução do ultimo jogo e hoje contra o Avai, acreditamos que uma vitória nos coloca de vez pela disputa da vaga. Jorginho já mostrou que entende, e com os jogadores mostrando vontade a vitória acontecerá naturalmente!

Um Ultra abraço!

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Luiz Carlos Betenheuser Júnior
luiz@coritiba.com


O amor e a paixão
"O amor nunca morre".
O amor de uma torcida por um time de futebol é eterno. Este, se leva pela vida, até a eternidade.
No futebol, o que não pode ser eterno é uma paixão às pessoas (dirigentes, jogadores, treinadores, diretores de futebol)... eles, cedo ou tarde, deixam os clubes e a lua-de-mel acaba. Então, se tornam lembranças, boas ou más. Mas a vida de um clube de futebol seguirá com ou sem eles. É assim o futebol.
O amor de um torcedor por um time é inquestionável. Se sente e se vive a todo momento. Por vezes, mais intenso; em outras, menos. Mas está lá, sempre.
Então é necessário evitar que haja uma confusão, trocar o amor pela camisa de um time, pela paixão às pessoas que, num determinado momento, estão no comando das coisas.
O apaixonado, por vezes, não fala o que sente, por algum temor, algum receio, algum tipo de comprometimento ou medo de perder; já quem ama, fala sempre, para preservar a relação, mesmo que aquilo que fale, seja uma verdade super dolorida. Melhor assim do que mentir ou omitir. Corrigindo-se o que está errado, o certo aparecerá e o amor seguirá forte.
Por isto tudo, é necessário cobrar resultados dos profissionais. Enquanto há tempo...

Coritiba, a Torcida que nunca abandona!

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David Formiga
davidformiga@terra.com.br

Para cada problema uma solução
O “Arme e efetue” era rotina constante nos tempos de escola. Tal expediente (como tantos outros exercícios) levava ao estudante, ao aprendiz, a se organizar para, com fundamentos, solucionar o problema apresentado.
Com o passar dos anos a dificuldade desses exercícios ia crescendo à medida que as disciplinas iam se aprofundando. A vida escolar resumia-se ao aprendizado e assimilação de formas para solucionar problemas, preparando os estudantes para o vestibular, a partir do qual, optariam por uma profissão.
Alguns desses jovens, no entanto, acabam indo para o caminho do esporte e, especificamente, no nosso país, buscam o futebol.
O caminho para essa “profissionalização” é árduo. Muitas vezes sem organização familiar e educação incompleta, jovens garotos são “jogados” ao público que, como romanos para com cristãos, atuam impiedosamente.
O mundo glamouroso do futebol que todos sonham, pertence a um pequeno percentual. Poucas agremiações tem estrutura adequada nas suas categorias de base, onde teoricamente deveriam oferecer preparo, desenvolvimento tático e de fundamentos, alimentação e atenção adequados. Em grande parte do “mundo do futebol” os empresários buscam apenas o lucro, tratando os atletas como mercadorias e muitas vezes, os profissionais contratados, responsáveis para moldar o caráter e ensinar fundamentos aos aspirantes, sequer tiveram preparo condizente para tal.
O futebol na primeira idade é em nosso país um problema social. Hoje, gratos são aqueles que conseguem no decorrer da “carreira” ter uma decente vida cigana em divisões que não a principal.
Estudos demonstram que nacionalmente, aproximadamente cinco por cento dos envolvidos com futebol apresentam condições satisfatórias de sobrevivência.
Vi, como treinador, muitos envolvidos, vários gananciosos, poucos dedicados e estudiosos. Nem sempre, no entanto, os bem-intencionados atuavam de uma forma condizente, limitando-se a fazer o que podiam, o que as condições dadas lhes permitia.
Os melhores “professores” que conheci e com quem atuei eram os disciplinadores, aqueles que buscavam demonstrar aos garotos que o futebol era uma oportunidade única de inclusão social e que, para isso, muito antes de serem homens, deveriam ser profissionais. Algo nada fácil de colocar na cabeça de um garoto de quinze a dezoito anos que abriu mão de uma infância/juventude tradicional, para muitas vezes, viver de forma itinerante, longe de casa e dos estudos.
Dos poucos que logram ter oportunidade de atuar por uma equipe, nem todos aproveitam as primeiras chances. Nesse caso, ninguém melhor que o orientador direto para rever a assimilação do atleta sobre fundamentos e aspectos táticos e então, a cada problema, apresentar uma rotina para consequente solução.
A paciência sem permissividade é instrumento mais do que adequado para aprimoramento de aspirantes a profissionais. Infelizmente nem todos são “salvos” ou assimilam devidamente as críticas e ponderações. Nada mais do que o natural, afinal, nem todos na vida, atingem a maturidade no mesmo momento.
Da casa paranista surgiram Lúcio Flávio, Ricardinho, Giuliano, Éverton e tantos outros. Com um planejamento limitado mas honesto, o tricolor segue trilhando um caminho, buscando ser auto-sustentável. Ponto importante para obter tal objetivo é não queimar etapas, lançando os jovens aos “leões” do público apenas quando sozinhos, consigam resolver seus problemas o que, por circunstâncias, nem sempre é possível.

Força Tricolor!!!

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Edílson de Souza
edilsondsouza@yahoo.com.br

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