Espaços viram “salas” para reuniões e estudos

Profissionais liberais, estudantes e até empresas aproveitam a hora do café para trabalhar

13/08/12 às 00:00 - Atualizado às 11:18 Ana Ehlert
Fran’s Café, do Batel: profissionais liberais começam o dia de trabalho na mesa da cafeteria (foto: Valquir Aureliano)

O café, uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros e item obrigatório nas reuniões de trabalho e negócios, está “criando” um novo hábito. As cafeterias, ponto de encontro para bate-papos informais, começam a ser procuradas por outros públicos. Pela manhã é comum encontrar grupos de profissionais liberais e até estudantes que buscam o aconchego dos espaços para promoverem reuniões de trabalho e estudo.
“Esse comportamento é extremamente comum no começo da semana e também do mês”, conta Leonardo Ribas Gomes, franqueado da loja do Fran’s Café, instalada na Rua Gonçalves Dias, 151, no bairro Batel. O tempo de permanência é variado, mas nunca inferior a duas horas, período em que os integrantes consomem cafés, água, sucos e lanches. “Há empresas que agendam as reuniões e deixam um valor fechado já pago para que os funcionários possam consumir”, diz Gomes.

“A permanência sempre resulta em consumo sim”, conta Georgia Franco de Souza, proprietária da cafeteria Lucca Cafés Especiais, da Alameda Presidente Taunay, 40, do Batel. Por ficar a uma quadra de uma escola de ensino fundamental e médio, o espaço também costuma receber alunos que vão até o local tomar o café da manhã e, munidos dos seus computadores, fazem os trabalhos da classe em grupo.
Georgia conta que, além dos estudantes de ensino médio, o espaço recebe universitários e publicitários. “Eles geralmente vem em grupos com os seus laptps e ficam por cerca de duas horas conversando sobre assuntos do trabalho ou da faculdade”, conta.

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