Hora de ir à balada – ou não?

03/11/13 às 20:38 Ronise Vilela | ronise@bemparana.com.br

Qual a hora certa de permitir que seu filho, adolescente ou pré-adolescente sair para as festinhas, baladinhas, enfim, aos programas sem a presença dos pais ou “o responsável”. Como definir se está na hora certa de deixar seu filho responder pelos seus atos num lugar, evento, sem seus olhos.

Há pais que optaramem vigiar os filhos sem que a vigilância seja implícita. S.A., que prefere não se identificar, a fim de que sua estratégia não seja descoberta, conta que preferiu estender sua adolescência acompanhando sua filha, N.R.A., hoje com 16 anos, há um ano, quando começou a pedir para sair. “Ela gosta do mesmo programa que eu e a mãe dela, dançar”. Todos os domingos, pai, mãe e a filha vão a umclube dançar os clássicos do rock. E foi nesse ambiente, que N.R.A. conheceu seu primeiro namorado, reproduzindo a própria história dos pais.

As dúvidas são unânimes: companhia, segurança do local e se há o acesso às drogas. Todos os conselhos, valores e educação são colocados em xeque a partir do momento em que os filhos criam asas. É o que podemos chamar a verdadeira prova de fogo!

A promotora de eventos Mireille Villela, 40 anos, mantém a política da confiança com sua filha de 15 anos. ‘As regras se baseiamessencialmente no comportamento e em sua atuação na escola. “Como é uma adolescente, na maioria das vezes sem problemas e ótima aluna, ela ‘cumpre’ sua parte, praticamente frequenta os programas que pede para ir”, explica a mãe. Entretanto, enfatiza que a garota não vai à baladas, mas as festa de 15 anos, sejam em clubes ou na casa da aniversariante.

“A preocupação é normal: quem são as pessoas, endereço, telefone, nome dos pais, quem leva quem vai pegar, as outras normas e dicas são discutidas independente se é uma balada ou não, porque abordagens sobre drogas, namoricos ou companhias acontecemem todos os ambientes em que o adolescente tenha uma vida social, isso independe de ‘balada”.

Cada família tem sua regra, seus valores e sua maneira de educar. O importante é ter regras, para quem não tem preguiça de estabelecê-las. Deixar o acordo claro, de causa e consequência. Não há como blindar os filhos dos perigos do mundo, mas explicar, de acordo com sua maturidade que a confiança é o mais importante para que a boa relação seja mantida.

No entanto, os pais devem sempre contar com a variável da quebra de regras, seja ela proposital, impulsiva ou mesmo a falta de noção. Afinal de contas, quem nunca quebrou as regras?

 

Ronise Vilela é jornalista e mãe. Sugestões de pauta podem ser enviadas para ronise@bemparana.com.br

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