LETÍCIA CASADO BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Um a cada três presos no Brasil está aguardando julgamento, aponta relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em números absolutos, o país tem 654.372 presos, sendo 221.054 provisórios. Os dados foram passados ao CNJ pelos tribunais de Justiça dos Estados. O conselho informa que é possível haver inconsistências no levantamento. A questão do alto número de presos provisórios no país é frequentemente apontada como um dos principais problemas que levam à superlotação carcerária. No Amazonas, por exemplo, 58% dos presos do são provisórios, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, o Depen, ligado ao Ministério da Justiça. O Estado foi um dos palcos de massacres de detentos no começo deste ano. A maior parte dos réus presos é por tráfico de drogas (29%), seguido por roubo (26%), homicídio (13%), crimes previstos no estatuto do desarmamento (8%), furto (7%) e receptação (4%). Em janeiro, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, orientou os tribunais de Justiça dos Estados a fazerem um “esforço concentrado” durante 90 dias para analisar a situação dos presos nas varas criminais e de execução penal.