Parque da Serra do Tabuleiro terá vegetação nativa restaurada

15/06/17 às 04:35 Ceres Battistelli | cerestb@gmail.com

A região da Baixada do Maciambu, onde está inserida o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça (SC), terá uma área de 350 hectares de vegetação nativa restaurada. A ação é da Autopista Litoral Sul, em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). A medida é uma compensatória exigida pelo Ibama em razão da vegetação suprimida para a implementação da obra. No entanto, o projeto técnico de restauração, elaborado pela SPVS, permitiu que a área recuperada fosse 4,2 vezes maior.

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é a maior Unidade de Conservação do estado de Santa Catarina, com cerca de 90 mil hectares.


Restinga ameaçada

A Baixada do Maciambu é uma planície que já foi coberta pela formação florestal de restinga, vegetação característica de regiões litorâneas, e que hoje sofre com o desmatamento e a expansão de espécies invasoras. O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é a maior Unidade de Conservação do estado de Santa Catarina, com cerca de 90 mil hectares.


Ministro do Meio Ambiente pode autorizar queima de óleo no mar

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) - presidido pelo Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, - deve votar na próxima reunião, dia 21 de junho, a proposta de Resolução do Ministério de Minas e Energia (MME) que dispõe sobre a ‘queima controlada’ em incidente de poluição por óleo no mar. A medida impactará severamente a vida marinha e aumentará as emissões de gases do efeito estufa, que contribuem para as mudanças climáticas. Outro perigo é o fogo chegar à costa junto com o óleo, uma vez que não há garantia de controle dos ventos ou correntes marinhas.

A outra proposta de resolução em tramitação no CONAMA que preocupa as entidades ambientalistas é a que define critérios e procedimentos para a produção de composto proveniente de resíduos sólidos orgânicos, em grande parte vindo do esgoto doméstico. Da mesma forma, se esta proposta for aprovada há o risco da contaminação química com substâncias cumulativas e persistentes, resultando no agravamento da poluição dos solos,das águas subterrâneas, rios, nascentes e lagos, afetando a biodiversidade e as populações humanas.


Especialistas não foram ouvidos

O CONAMA chegou a estruturar um grupo de trabalho que não priorizou a discussão, deixando de ouvir as entidades ambientais, especialistas e mesmo outros representantes dos movimentos sociais com assento no colegiado.

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