Desfiles de alta-costura de inverno: luxo para poucos

07/07/17 às 00:00 - Atualizado às 22:14 DE PARIS | Ana Clara Garmendia | anaclaragarmendia@me.com | Instagram @anagarmendia | Periscope anagarmendia | Snapchat anagarmendia68

Fiquei pensando se eu deveria mostrar imagens dos desfiles de alta-costura da temporada de inverno 2017/18 que terminaram nessa quarta-feira (5), aqui em Paris. Isso porque são mundos paralelos de moda e consumo: o nosso – fast fashion – o do sustentável e do prêt-à-porter e esse feito sob medida e, quase, impossível para todo mundo.

Mesmo quase impossível, na alta-costura, há quem compre e muito, mas isso não chega a ser interessante para nós. Porém, fora o papel de vender roupas feitas à mão, à moda antiga, ou seja, obedecendo uma série de parâmetros que são impostos pela Federação Francesa de Couture e que não são fáceis de serem atingidos, a alta-costura serve como base para vender outros produtos paralelamente. E é aí que a gente entra.

A Chanel desfilou na terça-feira (4), pela manhã, uma coleção chique, cheia de formas variadas, com um novo ombro em algumas peças e depois muito mais do que sempre faz, mas tudo lindo.

Mais à noite, ainda, a grife lançou ao mundo o que teremos, quem sabe, acesso: o perfume Gabrielle. A nova fragrância chega às lojas em setembro (eu já consegui a minha!) e é uma homenagem à criadora da marca que hoje é dirigida por Karl Lagerfeld, o ‘”kaiser” que também assina a sua própria marca e a etiqueta italiana Fendi.

A festa de lançamento do Gabrielle teve show dos cantores Pharrell Willams e Katy Perry e foi, para mim, o melhor momento da semana. Alegria, descontração e uma energia maravilhosa oferecida por uma das marcas mais tradicionais (se não a mais) do mundo da moda.

Tivemos também o lançamento da exposição sobre os 70 anos de Dior, “Christian Dior Couturier du Rêve”, que fica até o dia 7 de janeiro de 2018 no museu das Artes Decorativas.

Vale muito a visita, pois tem moda, história, arte e toda a trajetória das vestimentas femininas de luxo. Uma boa maneira da gente entender por que a alta-costura foi sempre tão distante da nossa realidade, mas presente nos sonhos mais mundanos. Voilà!

Bom, esse foi um resuminho básico do que eu gostei. Teria muito mais para falar, mas não cabe aqui. As fotos ilustram meus momentos favoritos. Me siga nas redes sociais para ver mais e em tempo real, beijos.

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