Assédio

25/09/17 às 00:00
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo do último final de semana aponta que aumenta a pressão para que um dos integrantes da força-tarefa da operação Lava Jato no Paraná se candidate às eleições do ano que vem. O alvo preferido dos partidos é o coordenador do grupo, o procurador Deltan Dallagnol, cotado para disputar uma das vagas no Senado. Ele têm sido assediado pelo Podemos do senador e pré-candidato à presidência Alvaro Dias e pela Rede da ex-ministra e também presidenciável Marina Silva. 

No páreo
Como Dallagnol tem resistido às investidas das legendas, outras opções tem sido cogitadas, como o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. Ele igualmente, porém, tem afirmado não ter qualquer intenção de concorrer às eleições. No caso de Dallagnol, levantamento do Paraná Pesquisas apontou que ele teria 29,6% das intenções de voto para o Senado, ficando atrás apenas do senador Roberto Requião (PMDB), com 31,4% e à frente do governador Beto Richa (PSDB), com 22,2%. 

Despiste
Tanto o Podemos de Alvaro quanto a Rede de Marina negam o assédio contra os procuradores. Mas ambos também afirmam que seria uma “honra” ter um integrante da Lava Jato em seus quadros. 

Tarifa
O deputado estadual Ney Leprevost (PSD) protocolou expediente na prefeitura de Curitiba, pedindo explicações sobre o porquê do valor da passagem do transporte coletivo, não ter sido reduzido também para o usuário. Ele alega que a prefeitura reduziu o valor da tarifa técnica para R$ 3,79, por determinação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, mas o preço da tarifa pago pelo passageiro desde fevereiro deste ano continua R$ 4,25. No reajuste anterior, o valor da tarifa técnica tinha passado de R$ 3,98 para R$ 4,03. Ou seja, o novo valor ficou menor do que era. A margem que fica com a URBS passou então para 45 centavos.

Frota
A prefeitura tem alegado que a diferença entre a tarifa técnica e a cobrada dos usuários deve servir para a renovação da frota de ônibus, hoje suspensa por determinação da Justiça através de liminar obtida pelas empresas do transporte coletivo em 2013. 

Diárias
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público em Foz do Iguaçu denunciou à Justiça vereadores e servidores da Câmara Municipal de Santa Terezinha de Itaipu (Oeste). Todos foram requeridos pela prática de crimes de peculato e organização criminosa.

Gastos
Segundo o MP, os denunciados receberam diárias de forma irregular, inclusive em quantias superiores aos seus próprios salários, sem ao menos terem frequentado eventos e cursos pelos quais receberam os pagamentos. Entre janeiro de 2013 e julho de 2015, foram pagos R$ 502.067,59 a título de diárias a vereadores e servidores, além de R$ 111.870,00 às empresas que teriam promovido os cursos. 

Fraude
De acordo com as investigações do MP, os supostos cursos frequentados pelos funcionários eram realizados em cidades distantes, justamente para que fossem pagas diárias de valor mais elevado. Além disso, seria frequente os denunciados se dirigirem ao local do curso em data posterior ao início do evento, bem como regressarem antes do fim, mas sempre recebendo as diárias integralmente.

 

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