‘Vergonha’

26/10/17 às 00:00
(foto: Chico Camargo/CMC)

O vereador Ezequias Barros (PRP) criticou, na sessão de ontem da Câmara Municipal de Curitiba, o convênio assinado entre o governo do Estado e a prefeitura da Capital para a realização de cirurgias para a mudança de sexo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através do Hospital das Clínicas. Ele classificou a iniciativa como “uma vergonha”. “É inadmissível que eu tenha hoje uma criança que precisa de uma cirurgia que gasta R$ 8 mil e não tem dinheiro pra ela. Mas tem dinheiro para mudança de sexo”, afirmou.

Família
Para Barros, cirurgias de redesignação sexual “não são questão de saúde pública”. E criticou o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo, que afirmou que “tudo que tem impacto na vida dos cidadãos paranaenses, nós temos que resolver” e depois que não iria permitir “que o conservadorismo atrapalhe a saúde pública”. “Quem são os conservadores? Sou eu? Os senhores aqui que defendem a família? Somos nós os conservadores? Então eu vou ser. Não tenho problema nenhum em ser chamado de conservador”, disse o vereador, afirmando ainda que a questão pode prejudicar a imagem do governador Beto Richa. “Eu que levei o governador em muitos lugares… aonde ele não poderá ir (mais), com certeza, porque não vão recebê-lo, porque entendem que também parte do governo (o convênio)”, previu.

Quadro Negro
O Ministério Público Estadual divulgou ontem nota que o afastamento do promotor Carlos Alberto Hohmann Choinski da operação “Quadro Negro”, que investiga desvio de recursos para a construção de escolas, se deu por decisão do próprio. Segundo o MP, Choinski acumulava funções no Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e na Coordenadoria de Recursos Cíveis.

Opção
Como o órgão teria buscado a dedicação exclusiva dos membros que atuam em investigações como a operação Quadro Negro, foi dada a ele a opção entre permanecer em uma das duas funções, caso fosse sua vontade. Na terça-feira, em reunião com o procurador-geral de Justiça, Ivonei Sfoggia, o promotor teria reiterado sua opção por deixar o Gepatria e permanecer na Coordenadoria de Recursos Cíveis, diz o MP.

Trabalho escravo
Após a polêmica sobre a portaria do governo Temer que alterou as regras par o combate ao trabalho em condições análogas à escravidão, a Comissão de Agricultura da Câmara Federal decidiu promover audiência para discutir o assunto. “Precisamos de regras claras para conceituação e fiscalização do trabalho escravo”, defendeu o presidente da comissão, deputado federal paranaense Sérgio Souza (PMDB). O parlamentar adiantou que pretende convidar todos os setores envolvidos com o tema para a audiência na qual pretende discutir trabalho forçado, jornada exaustiva, trabalho degradante, servidão por dívida e trabalho análogo a de escravo.

Simples
A Assembleia Legislativa promove, na próxima segunda-feira, audiência pública para discutir as mudanças na legislação do “Simples”. A iniciativa é dos deputados Anibelli Neto e João Arruda, do PMDB. Em pauta, a proposta do governo do Paraná que, na prática, altera o Simples Nacional, o que implica, na visão dos dois deputados, aumento de tributos. O governo nega, e afirma que a proposta apenas adapta a legislação estadual à federal. “O governo diz que não aumenta e algumas entidades dizem que aumenta. Portanto a ideia é, a partir deste debate, sugerir alternativas para uma nova proposta”, defende Anibelli.

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