Milionários no Brasil devem crescer 81% até 2022

Estimativa é da Credit Suisse

14/11/17 às 18:19 - Atualizado às 18:29 Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de milionários no Brasil deve crescer 81% até 2022, passando dos atuais 164 mil para 296 mil, de acordo com relatório do banco Credit Suisse publicado nesta terça (14). O maior avanço percentual será registrado pela Argentina, com alta de 127%, de 30 mil para 68 mil.

No mundo, o crescimento previsto no número de milionários é de 22% nos próximos cinco anos, de 36 milhões para 44 milhões, indica o Credit Suisse.

"Enquanto o número de milionários em economias emergentes ainda está bem distante dos níveis de Estados Unidos e Europa, eles devem aumentar substancialmente até 2022", afirma o banco.

A China terá um aumento de 41% no número de milionários, até 2,7 milhões, e alcançará a terceira posição no ranking mundial, atrás de Estados Unidos (17,784 milhões) e Japão (3,821 milhões).

O estudo do banco teve como objetivo principal analisar a geração de riqueza global, que cresceu 6,4% neste ano e atingiu US$ 280 trilhões. Segundo o relatório, o avanço refletiu "lucros generalizados nos mercados de ações" e "aumentos similares em ativos não financeiros, que pela primeira vez neste ano ultrapassaram o nível de 2007 antes da crise".

Ativos não financeiros podem ser imóveis, equipamentos, maquinários, ouro e petróleo, embora o banco não detalhe no estudo.

O banco indica que a riqueza média global por adulto cresceu 4,9%, atingindo o recorde de US$ 56,540 por adulto. A participação dos emergentes na riqueza global praticamente dobrou entre 2000 e 2017, passando de 11% para 19%.

No relatório, o banco diz que o "ritmo de geração de riqueza em economias emergentes deve continuar a ser maior que nos mercados desenvolvidos, embora esse diferencial seja menos impressionante nos próximos cinco anos".

O Credit Suisse estima que os emergentes devem atingir uma parcela de 22% da riqueza global no fim do período de cinco anos. No entanto, indica, o ritmo da geração de riqueza nas economias emergentes é mais lento do que estimado anteriormente.

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