Será que os pets sentem amor e saudades?

20 janeiro, 2017 às 09:01  |  por Fabiana Ferreira

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Será que os pets sentem amor e saudades?

Tem gente que acha que cães e gatos não se envolvem emocionalmente com os seres humanos. Não sentem amor nem saudades. Eles apenas esperam algo que supra as suas necessidades. Ganhar um petisco, passear, brincar e por aí vai. Mas pra quem tem um bichinho essa história não é bem assim. A coluna ouviu o zootecnista Paulo Parreira, professor da PUCPR, e especialista em comportamento de animais de estimação para esclarecer esse assunto. Afinal de contas, os pets sentem saudades?

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Acredita que cães e gatos desenvolvam uma relação emocional pelo tutor ou por alguém mais próximo?  Sim, acredito profundamente que os animais desenvolvem laços emocionais com seus tutores. O luto, por exemplo, é um comportamento amplamente verificado e observado em várias espécies animais. A “saudade”, por assim dizer, será também sentida pelos animais. Não com a mesma profundidade, intensidade e discernimento dos humanos, mas em muitos casos com os mesmos efeitos (insônia, apatia, falta de apetite, etc.)

A ausência repentina de uma pessoa próxima a um cachorro pode causar sofrimento? Esta mudança está ligada a presença física daquela pessoa ou às atividades que ambos faziam juntos? Quanto mais próxima for a pessoa que se ausentou, maiores as chances do animal sofrer com a ausência. A mudança está diretamente ligada à presença e também à rotina e laços desenvolvidos entre os dois.

Essa situação em relação aos gatos é diferente? Eles realmente têm uma relação maior com o ambiente? Não. Isto é uma “lenda urbana” muito difundida. Os gatos se relacionam muito bem com os humanos e sentem sua falta, tanto quanto os cães.

Os cães se acostumam com uma rotina diária? No caso de animais que estejam acostumados a sempre ter companhia ou passear muitas vezes ao dia podem sofrer com uma mudança? Sim. Os cães se acostumam facilmente com a rotina (por mais maluca que seja) ou com a falta dela. Caso estejam acostumados com passeios e brincadeiras, a falta destes estímulos positivos pode causar problemas comportamentais.

De que forma esta ausência é demonstrada no comportamento do animal? São diversas maneiras. As mais comuns: vocalização e agitação excessivas; destruição de objetos; urina e fezes em locais errados; desânimo e prostração (o animal não tem vontade de brincar e se mostra apático); falta ou excesso de apetite (os extremos podem ser sinais de que algo está errado).

É possível acostumar um cachorro a passar o dia sozinho, sem sofrer com a ausência de companhia? Sim, o animal pode e deve ser acostumado desde cedo, a passar longos períodos sozinho. Obviamente que o cão, como animal gregário, se adapta melhor à locais onde não fique muito tempo sozinho, mas é possível sim acostumá-lo à esta situação se a rotina da casa for esta. No caso de famílias que buscam outros cães para fazerem companhia para o animal atual, o importante é avaliar com a ajuda de um profissional qual a melhor raça e se realmente a situação permite a introdução de um novo cão ou animal. Caso a rotina da família ou indivíduo seja de muitas horas fora de casa, provavelmente um cão não se adaptará à esta situação. Esta questão deverá ser analisada com a ajuda profissional.

Mudar um hábito de um cachorro idoso, acima dos sete, é uma tarefa mais difícil do que em cães mais jovens? Assim como nós humanos, quanto mais envelhecemos, mais dificilmente abandonaremos velhos hábitos. Com certeza mudanças bruscas e repentinas de rotina, afetarão os animais idosos, principalmente se estes tiverem algum problema de saúde crônico.

 

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