Arquivo mensais:junho 2007

EIS O JORNALE 1

29 junho, 2007 às 11:29  |  por Marcus Vinícius

O site de notícias Jornal (www.jornale.com.br) entrou em ação. Ontem, repórteres do diário eletrônico comandado por Roberto Bertholdo (aquele) já estavam em périplo pelas ruas cavando pautas.
O “Jornale” deve estrear na rede no dia 15 de julho e planeja uma versão impressa com distribuição gratuita para breve. O modelo é o mesmo do “Metro”, publicado em 21 países da Europa, da América e da Ásia e que, no mês passado, foi lançado em São Paulo, numa associação do Grupo Bandeirantes de Comunicação com a Metro International.

EIS O JORNALE 2

29 junho, 2007 às 09:51  |  por Marcus Vinícius

A campanha do jornal em São Paulo foi marcada por uma perfomance inusitada. Modelos vestidas apenas com uma marca de lingerie patrocinadora do diário distribuíram o Metro em 300 pontos de São Paulo. Baba baby.

ALEGRIA, ALEGRIA

29 junho, 2007 às 09:36  |  por Marcus Vinícius

Serelepe e saltitante, o suplente tucano Luiz Malucelli Neto circulou ontem pela Assembléia para fazer o reconhecimento do local. Deve se abancar na vaga de Rui Hara, tão logo ele assuma a Secretaria de Governo da prefeitura.
Vale lembrar: Malucelli é o terceiro suplente na lista do PSDB. No ano passado, quando disputou uma cadeira na Assembléia não passou de 29 mil votos – pouco se considerada a pompa e circunstância da campanha.

PAUSA PARA A POESIA

29 junho, 2007 às 09:08  |  por Marcus Vinícius


Funeral Blues

W.H. Auden

Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
“Ele está morto”

Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.

Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.

(1. Se você lembrou de um filme ao ler este poema, está corretíssimo. Ele foi estrela em “Quatro Casamentos e um Funeral” – uma bobagem inglesa com Hugh Grant e Andie McDowell. Só assim para conhecer Auden. 2. Ah, a conotação homossexual no poema é evidente. O “Ele” de Auden está mais do que explítico. No filme também. 3. Donde já não se fazem mais diálogos subliminares como antigamente. Houve tempo em que a polêmica em torno de Rick e Louis – “esse é o início de uma bela amizade” – Casablanca era tão fervorosa quanto a que trata se Capitu traiu ou não Bentinho).

GENTE FINA

29 junho, 2007 às 08:47  |  por Marcus Vinícius

Leomar Quintanilha (PMDB-TO), o patriota que preside o Conselho de Ética (ética, ética, ética!) é investigado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Ministério Público sob a acusação de desvio de verba pública e sonegação fiscal.

Mais um pouquinho e vai dar em Odílio Balbinotti. Aquele (nosso) ministro da Agricultura que foi sem nunca ter sido.

RENAN @ O QUÊ?

29 junho, 2007 às 08:33  |  por Marcus Vinícius

Mais uma piada das que circulam na praça sobre o Caso Renan. Amigo vira para o outro e pergunta: “sabe qual é o email do Renan Calheiros?” Diante da resposta negativa, emenda: renan@maiscaradomundo.com. Quaquaquá.

DEU NO RADAR ON-LINE

29 junho, 2007 às 08:27  |  por Marcus Vinícius

“A família Silva promove neste sábado, às 20 horas, sua tradicional festa junina na Granja do Torto. Ministros e amigos estão sendo convidados. Beleza. Uma das diversões da festa será ver o professor Mangabeira Unger vestido de caipira, pulando fogueira e bebendo quentão. Algo como um marciano recém-chegado ao planeta Terra”.

AJOELHA MINISTRA!

29 junho, 2007 às 08:02  |  por Marcus Vinícius

Os maldosos viram na prece da ministra Marta Suplicy (Turismo) dirigida à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ontem em Curitiba, um caso de ação em “causa própria”. Vide: contra o “relaxa e goza”, ela “ajoelhou e rezou”.

Mais na coluna Toda Política desta sexta no JE.

AS MANCHETES DO DIA

29 junho, 2007 às 07:47  |  por Marcus Vinícius

JORNAL DO ESTADO
TC faz varredura nas contas de Requião
GAZETA DO POVO
92 cidades do Paraná ficam sem cobrança por minutos em julho
O ESTADO DO PARANÁ
Oposição cobra dados das contas do Paraná
FOLHA DE LONDRINA
Plano libera R$ 58 bi para a próxima safra
FOLHA DE S. PAULO
Entidades acusam polícia de abusos em ação no Rio
O ESTADO DE S. PAULO
Lula e ministros saem em defesa de Renan
O GLOBO
Polícia já planeja cerco a Rocinha e mais 4 favelas
JORNAL DO BRASIL
Confronto vai continuar

ADEUS "NO MÍNIMO"

28 junho, 2007 às 18:42  |  por Marcus Vinícius

O site NoMínimo (www.nominimo.com.br) está saindo do ar. Ainda que se torça para que na última hora os índios cheguem para salvá-lo da cavalaria fecha as portas no dia 30 com gosto de quero mais. Fugiram-lhe os patrocinadores. Fugiu-lhe a operadora de telefone que lhe dava lastro. Em cinco anos, desde que foi gestado nos porões da casa de Tutty Vasques, o NoMínimo consolidou uma espécie de jornalismo que se revelou rara nas redações. Talvez nunca tenha existido. Ali estavam profissionais de imprensa de renome, com larga experiência, produzindo um “jornaleco” no melhor sentido ivanlessiano.
Não era jornalismo alternativo, com aquele viés pôrraloca que se atribui por aí. Era jornalismo, ponto, de causar inveja aos assépticos matutinos que trazem hoje a notícia de anteontem. Valha-nos!
O NoMínimo era também mais do que isso. Era um fiel seguidor de outro site que revolucionou a teia em seus primórdios: o NO. (notícia e opinião). Foi ali que se gestou também, sem negaceio de ascendência e DNA, o que viria a ser o projeto NoMínimo de jornalismo opinativo, naquele estilo há muito enterrado em alguma cova rasa pelos paquidermes da mídia.
Gosto de imaginar, aqui sem os meus botões, que o NoMínimo traduzia um espírito de jornalismo perdido com a morte de Paulo Francis em 1997. Despojado e sem o compromisso de agradar Getúlios e Obdúlios – essa gentinha que nunca mostrou o seu valor.
Em coluna escrita no dia 23, Tutty Vasques, editor e, creio eu, principal estrela do site, chorou as pitangas com um texto que vale a pena ser reproduzido (aqui) e guardado com carinho.

Deixo um petisco:

“Vítima de minhas tentativas de fazer piadas – fui o primeiro a perceber, por exemplo, que Ziraldo estava ficando preto na mesma proporção que Michael Jackson embranquecia -, o cara virou dono de revista e me chamou para ser seu colunista. Fabuloso! É isso – e não o fracasso do projeto, a penúria dos proventos e algumas companhias meio esquisitas – que me ocorre contar sobre minha passagem por Bundas“.

“De um ambiente de trabalho como este você jamais esquece: NoMínimo terá para sempre destaque entre as grandes paixões de minha vida. O fim, nesse caso, como nos outros que narrei acima, não é a morte. É hora de mudança. Este NoMínimo, do jeito que é agora, deixa de existir no próximo dia 30.”

“Escrevo do dia 23, ainda temos conversas abertas com portais, patrocinadores e anunciantes, acreditamos em Deus de vez em quando… Um novo projeto pode germinar das gestões articuladas de nossa sala aos pés da santa cruz da Igreja da Glória, na mais fina companhia da VídeoFilmes e da revista “piauí”. O certo é que – melhor curtir logo este luto para se livrar dele – o NoMínimo, pelo menos com este nome e esta cara que aí está, será enterrado por contrato daqui a 7 dias, talvez até na véspera para não cair num sábado e estragar o fim de semana de ninguém.”