Rosana Hermann e uma certa capital chamada… orgasmo

30 julho, 2008 às 15:16  |  por Marcus Vinícius

‘Quando você chega ao Orgasmo você não tira fotos, nem joga milho pros pombos, nem compra lembrancinhas pros amigos mas, mesmo assim, cada chegada é um momento inesquecível. O importante é aprender o caminho porque depois que você chegar lá pela primeira vez você certamente vai querer voltar. Muitas vezes.’

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Amanhã, 31 de julho, é Dia do Orgasmo.
Em comemoração a data escrevi a crônica abaixo:

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Orgasmo, capital do sexo

Na maioria dos casos visitar um país é conhecer sua capital. Quem planeja visitar a França, vai para Paris. Quem sonha com Portugal vai para Lisboa. Quem quer conhecer a Grécia visita Atenas, quem chega a República Tcheca chega em Praga. E assim vai. Holanda é Amsterdã, Áustria é Viena. Dificilmente um turista vai até o Japão sem desembarcar em Tókio ou chega à Itália sem passar por Roma.

Mas há exceções e dois exemplos são Estados Unidos e Brasil. Washington e Brasília, mesmo sendo capitais, não são as primeiras opções para turistas que não conhecem os países e sim, Nova York e Rio de Janeiro.

A mesma coisa acontece com o Sexo, cuja capital é Orgasmo. Muita gente passa a vida inteira percorrendo todos os arredores, conhecendo o interior, o litoral, os vales e montanhas e acaba nunca chegando até a capital. Mas é justamente lá, no Orgasmo que você vai encontrar a essência deste que é o território mais explorado do mundo, o Sexo.

O Sexo é um dos destinos mais procurados por homens e mulheres de todo o mundo. Todo mundo já passou ou vai passar por lá. Tem gente que vai e volta todos os dias. Isso sem contar as pessoas que largaram tudo para morar lá de forma definitiva. Mas é na sua capital oficial, o Orgasmo, que o Sexo mostra toda sua capacidade. O Orgasmo alegra, completa, liberta, liquefaz. Revive, reanima e rejuvenesce.

Chegar ao Orgasmo é mais deslumbrante que ver a Torre Eiffel iluminada, mais sensacional que ver a Estátua da Liberdade de um ferry-boat, mais intenso do que acompanhar a troca da guarda no Palácio de Buckingham, juntos. Talvez no quesito intensidade o Orgasmo perca apenas para a vista gelada do alto dos picos do Himalaia. Talvez, não sei, nunca cheguei ao Everest.

Existem muitas formas de se chegar ao Orgasmo, de avião, de carro, à pé, em pé, de quatro, deitada. Com e sem escalas, com muita ou pouca bagagem. Todas as rotas são válidas. Você pode até viajar sozinha, mas acompanhada é sempre melhor, para dividir as sensações. Quando você chega ao Orgasmo você não tira fotos, nem joga milho pros pombos, nem compra lembrancinhas pros amigos mas, mesmo assim, cada chegada é um momento inesquecível. O importante é aprender o caminho porque depois que você chegar lá pela primeira vez você certamente vai querer voltar. Muitas vezes.

Chegar ao Orgasmo custa pouco, não necessita de visto de entrada e ainda tem a vantagem de ser o único tipo de turismo que não exige que o viajante saia de sua casa. Você pode chegar ao Orgasmo aí mesmo, onde você está, sem banda larga nem nada.
Por tudo isso, o Orgasmo é, de longe, o único ponto nobre de turismo sexual do mundo, um destino capital para o qual fazemos questão de voltar sempre, o tipo de lugar que a gente acha tão lindo que faz questão de apresentar para as pessoas que a gente mais ama nesta vida.

Rosana Hermann, para o dia do orgasmo.

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