Renata Bueno faz campanha para que ítalo-brasileiros votem por correspondência

18 fevereiro, 2018 às 17:10  |  por Narley Resende
Reprodução / Facebook

Reprodução / Facebook

A partir deste domingo (18) cidadãos ítalo-brasileiros começam a receber cédulas eleitorais para votar por correspondência em candidatos nas eleições da Itália do dia 4 de março. As cédulas devem ser enviadas até 25 de fevereiro ou  1º de março no consulado italiano da região. Cerca de 30 mil paranaenses e 350 mil brasileiros têm direito a voto na Itália.

Deputada na Itália desde 2013, a ex-vereadora de Curitiba Renata Bueno (PPS) faz campanha em cidades com forte influência italiana, como Criciúma (SC) e a região da Serra Gaúcha (RS), e pela internet para que os cidadãos brasileiros aptos a votar na eleição da Itália participem do pleito.

Candidata à reeleição pela chapa “Movimento Passione Itália”, criado no Brasil, Renata tem cidadania italiana – sua família é de Treviso, na região do Vêneto – e ela representa italianos (ou brasileiros com dupla cidadania) que vivem na América do Sul.

No processo eleitoral da Itália, os eleitores votam nas chapas concorrentes. Na cédula, depois de escolher a chapa, é possível escrever o nome do candidato.

Em 2013, a chapa de Renata Bueno conquistou 44.024 votos. Destes, a assessoria da deputada eleita afirma que 21 mil vieram do Brasil e calcula que 90% tenham sido para Renata.

Em Curitiba, a brasiliense (que é filha do presidente estadual do PPS no Paraná, o deputado federal Rubens Bueno) foi vereadora, mas não conseguiu se reeleger em 2012 – teve 4.791 votos.

Canziani diz que ‘agora é tarde’ para assumir ministério

16 fevereiro, 2018 às 17:38  |  por Narley Resende
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Com a deputada Cristiane Brasil (PTD-RJ), filha de Roberto Jeferson (PTB-RJ), ainda impedida de tomar posse como ministra do Trabalho por uma liminar da Justiça, o deputado Alex Canziani (PTB-PR) afirma que não aceitaria assumir a pasta caso seu nome fosse novamente cogitado pelo presidente Michel Temer (PMDB). Ao Bem Paraná, Canziani disse nesta sexta-feira (16) que para ele é tarde para assumir um ministério, já que pretende candidatar-se nas eleições deste ano.

“Meu nome foi indicado quando Michel assumiu. Eu tinha sido secretário do Trabalho, presidente da Comissão do Trabalho, mas o presidente do partido, Roberto Jeferson, indicou Benito Gama, da Bahia, mas quem acabou assumindo foi Ronaldo Nogueira. Fui cogitado novamente há pouco, mas pra ficar 40 dias como ministro? Não dá. Nesse momento, sem chance. Seria um desrespeito tanto com o governo, tanto quanto com o país”, diz o deputado que pretende se candidatar à reeleição ou ao Senado, o que o obrigaria a renunciar em abril, seis meses antes da eleição.

Sobre a candidatura ao Senado, Canziani condiciona também à decisão do governador Beto Richa (PSDB) que ainda não teria decidido se vai se licenciar do cargo para disputar uma cadeira no Senado.

“Sou deputado de quinto mandato, fiquei em segundo mais votado atrás da (Christiane) Yared em 2014. Então, eu poderia, sim (ser candidato a senador)”, aposta.

Canziani afirma que tende a ficar com o grupo do Beto Richa, mas que ainda não pode afirmar como vai se desenrolar o imbróglio político dependente das decisões de Richa. “Ninguém sabe se ele vai sair (candidato ao Senado)”, aponta.

Ex-diretor da Assembleia, Abib Miguel é preso novamente

15 fevereiro, 2018 às 17:53  |  por Josianne Ritz

Uma decisão do desembargador José Maurício Pinto de Almeida, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, colocou o ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) Abib Miguel, o Bibinho, atrás das grades pela terceira vez  nesta quinta-feira (15), em Curitiba.

Ele já tinha sido preso em 17 de novembro do ano passado e em 23 de janeiro por ser suspeito de integrar uma quadrilha de extração ilegal de madeira. Nas últimas duas vezes, ele foi solto por habeas corpus acatados pela Justiça.

Após denúncia, a Operação Castor descobriu o corte ilegal de madeira em áreas que estão bloqueadas pela Justiça, em um imóvel em Rio Azul, na região dos Campos Gerais. A fazenda em questão tem uma área de reflorestamento, com pinus e eucaliptos. Mas, por estar entre 60 bens bloqueados pela Justiça como forma de garantir eventuais ressarcimentos aos cofres públicos, a área não poderia ser usada.

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Euler quer avanço de proposta que proíbe vereadores de se tornarem secretários

15 fevereiro, 2018 às 14:08  |  por Narley Resende

 

Foto: CMC

Foto: CMC

Pré-candidato à Assembleia Legislativa, o vereador Professor Euler (PSD) promete pressionar os colegas de Câmara Municipal neste ano para votar uma proposta de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) de sua autoria que obriga os parlamentares a renunciarem ao mandato se optarem por ocupar secretaria na Prefeitura de Curitiba. A justificativa do projeto apresentado em março de 2017 argumenta que “quando um candidato a vereador é eleito, ele representa a escolha da população para a fiscalização do Poder Executivo. Ao abandonar a Câmara para ir trabalhar junto com o próprio Executivo, esse vereador desvia-se completamente da função para a qual foi eleito”.

Admitindo a possibilidade de se candidatar a deputado estadual neste ano, Euler afirma que são situações diferentes. “São casos completamente diferentes. Quando você se elege para o Legislativo, como vereador, por exemplo, ao ser chamado para ser secretário você está trocando de Poder. Sai do Legislativo e vai para o Executivo. E justamente uma das funções do Legislativo é fiscalizar o Executivo. Essa mistura não é ideal, é perigosa. Por isso o projeto. Quando um vereador se candidata a deputado, ele está deixando a escolha com o eleitor. O eleitor que vai julgar (se quer que o vereador se torne deputado)”, defende.

Atualmente parada na Câmara, a proposta de Euler, por ser uma emenda à Lei Orgânica, demanda a criação de um um grupo especial, composto por nove parlamentares, indicados conforme a proporcionalidade partidária pelos líderes das bancadas e blocos – não há prazo para esse procedimento. Composta essa comissão especial, os órgãos técnicos (procuradoria jurídica, biblioteca e DAP) elaborarão instruções para checar legalidade, existência de lei e/ou projetos similares.

Inicialmente, a proposta recebeu apoio de 13 vereadores: Bruno Pessuti (PSD), Dr. Wolmir (PSC), Fabiane Rosa (PSDC), Felipe Braga Côrtes (PSD), Geovane Fernandes (PTB), Goura (PDT), Katia Dittrich (SD), Marcos Vieira (PDT), Maria Leticia Fagundes (PV), Noemia Rocha (PMDB), Professor Silberto (PMDB) e Rogério Campos (PSC). Desse grupo, Pessuti, Braga Côrtes, Goura e Maria Letícia já manifestaram vontade de se candidatar à Assembleia neste ano e abandonar pela metade o mandato na Câmara.

Suposto acordo entre Beto Richa e Ricardo Barros agita Centro Cívico

15 fevereiro, 2018 às 13:45  |  por Ivan Santos
Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Nos bastidores do Centro Cívico, o comentário corrente ontem era de que o governador Beto Richa (PSDB) teria fechado um acordo com o grupo do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), pelo qual concordaria em renunciar ao cargo em abril para disputar o Senado, e com isso, abrir caminho para que a esposa de Barros, a vice-governadora Cida Borghetti (PP), assuma o comando do Palácio Iguaçu e concorra à reeleição. Em troca, a nova governadora assumiria o compromisso de manter pessoas de confiança de Richa em postos chave na nova administração.

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Candidatos ao governo do PR poderão gastar até R$ 9,1 milhões em campanha

14 fevereiro, 2018 às 15:16  |  por Narley Resende
Resultado das eleições de 2014 no Paraná. Foto: Narley Resende

Resultado das eleições de 2014 no Paraná. Foto: Narley Resende

Conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disciplina os mecanismos de financiamento de campanha para as eleições de 2018, o limite de gastos aos candidatos do Paraná – Estado que tem entre 4 milhões e 10 milhões de eleitores – é de R$ 9,1 milhões para governador, R$ 3,5 milhões para senador, R$ 2,5 milhões para deputado federal e de R$ 1 milhão para deputado estadual.

De acordo com o texto, publicado no dia 2 no Diário da Justiça Eletrônico, além dos recursos partidários e doações de pessoas físicas, os candidatos poderão usar recursos próprios em suas campanhas, o chamado autofinanciamento.

“O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”, diz o texto da Resolução 23.553, cujo relator foi o ministro Luiz Fux, que desde o dia 6 ocupa a presidência do TSE.

Veja a íntegra da resolução na página 316 do Díario Eletrônico da Justiça.

Gleisi reafirma que “Vai dar PT” no carnaval é apoio ao partido

13 fevereiro, 2018 às 09:30  |  por Narley Resende
Cantor Léo Santana. Foto: divulgação

Cantor Léo Santana. Foto: divulgação

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), nega ter confundido a letra de uma música do cantor baiano Léo Santana com apoio ao seu partido. Em nota divulgada nesta terça-feira (13), a senadora relacionou links em que foliões teriam entoado o refrào em apoio ao Partido dos Trabalhadores.

“Se alguém cometeu gafe em relação à música “Vai dar PT” não foi a senadora Gleisi Hoffmann, mas os jornalistas que escreveram sobre o tema sem conhecer a história real. Desde que foi lançado, no início do ano passado, o refrão do sucesso de Leo Santana foi apropriado pela militância do PT, principalmente no Nordeste.”, diz a nota da senadora. Em seguida do texto, há uma relaçao de links com as ações mencionadas. (Veja abaixo)

No último sábado (10), Gleisi afirmou que o cantor estava reconhecendo a boa administração do governo da Bahia ao cantar um de seus sucessos, a música “Vai dar PT”, durante o desfile de seu trio elétrico no circuito do Campo Grande.

A música, contudo, não faz referência ao Partido dos Trabalhadores: a sigla PT, na canção de Léo Santana, significa “perda total”.

Em postagem nesta segunda-feira (12), Gleisi afirma que o refrão foi adotado pela militância: “A música em si, assim como na poesia, pode ter diferentes interpretações! Brincamos, assim como nossa militância, de associar este trecho a sigla do nosso partido. Perda Total o povo já tem vivido com a série de desmontes promovidos pelo governo que vocês apoiam”. Continuar lendo

MPF faz novo pedido para afastamento de Ricardo Barros

9 fevereiro, 2018 às 16:56  |  por Narley Resende

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco requereu que a Justiça Federal afaste cautelarmente o ministro da Saúde, Ricardo Barros, até que sejam cumpridas decisões judiciais já proferidas para a manutenção de contrato firmado com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e efetivação de compra do Fator VIII recombinante no contexto de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada com a Shire.

De acordo com o documento, decorridos mais de três meses da primeira decisão judicial proferida no processo, não foi adotada a principal medida para o atendimento da tutela provisória de urgência requerida: a celebração de novo contrato anual junto à Hemobrás nos termos da PDP.

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Barros faz triplicar dinheiro para Saúde em seu reduto eleitoral

9 fevereiro, 2018 às 16:28  |  por Narley Resende
Foto: Cary Bertazzoni / Prefeitura de Maringá

Ricardo Barros e o prefeito de Maringá Ulisses Maia. Foto: Cary Bertazzoni / Prefeitura de Maringá

Pré-candidato à reeleição na Câmara, o ministro Ricardo Barros (PP-PR), da Saúde, veio 20 vezes ao Paraná, onde sua esposa, atualmente vice-governadora, é pré-candidata ao governo. Levantamento publicado pelo jornal O Estado de São Paulo nesta semana mostra que em alguns casos, as agendas não tinham relação com o Ministério da Saúde.

Houve encontro com empreendedores rurais na Expotrade, assinatura de convênios entre prefeitos e a usina de Itaipu e até entrega de uma honraria, a Ordem do Pinheiro, à sua mulher, Cida Borghetti. Apenas 27% dos compromissos oficiais como ministro no Paraná tiveram relação com obrigações da pasta.

De acordo com os dados levantados pelo jornal, o Paraná não foi favorecido apenas no número de visitas do ministro da Saúde. Em 2017, o valor dos convênios da pasta firmados no Estado mais do que dobrou. Foram R$ 221,6 milhões, R$ 6 milhões a menos do que o total destinado para São Paulo, o Estado mais populoso do País.

Os recursos aprovados para o Paraná tiveram aumento de 122% em relação a 2016.

Em Maringá, Noroeste do Paraná, base eleitoral de Barros, o valor liberado quase quadruplicou. Saltou de R$ 3,6 milhões em 2016 para R$ 12,4 milhões em 2017.

A assessoria do ministro enviou notas sobre os dois assuntos, viagens e recursos. Veja a íntegra:

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Omissão na reforma eleitoral deixou vereadores no “limbo” (foto: Geraldo Bubniak)

Vereadores candidatos nas eleições 2018 ficam de fora da ‘janela partidária’

9 fevereiro, 2018 às 13:02  |  por Narley Resende

Vereadores que trocarem de partido aproveitando a “janela partidária” prevista para março para concorrer nas eleições deste ano por outra legenda correm o risco perder seus mandatos. É que segundo o entendimento de especialistas em legislação eleitoral, a janela partidária, aberta em 2015, vale apenas para políticos com cargos eletivos proporcionais que estão em último ano de mandato, ou seja, neste ano, deputados estaduais e federais.

A legislação que criou a brecha na regra da fidelidade partidária diz que só há “justa causa” para troca de partido “ao término do mandato vigente”. Ou seja, vereadores que teriam mais dois anos de mandato pela frente poderiam perder as vagas no Legislativo para seus partidos de origem caso troquem de legenda. A desfiliação a um partido deve ser feita durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação, que é de seis meses antes da eleição (em 7 de abril).

A presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil seção Paraná (OAB-PR), Carla Karpstein, afirma que os tribunais deverão decidir. Com isso, os vereadores que trocarem de partido “estarão arriscando”.

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