• 24/09/2018

    Como saber se seu filho está com crescimento normal

    Como saber se seu filho está com crescimento normal
    (Foto: Imagem Shutterstock)

    A maneira como a criança se desenvolve e o ritmo do seu crescimento são reflexos da sua saúde como um todo. Uma criança saudável cresce de maneira saudável. Porém, caso haja algum contratempo no decorrer do desenvolvimento, há uma especialidade dentro da pediatria que permite detectar possíveis distúrbios. Essa área de acompanhamento é chamada de puericultura. 

    O ortopedista pediátrico Felippi Cordeiro, explica que uma ferramenta importante para essa avaliação é a curva de crescimento, que acompanha e identifica qualquer alteração de padrão no desenvolvimento infantil. “Se a criança estava seguindo uma linha e sai dela (para baixo) é sinal de que a velocidade de crescimento está abaixo do esperado”, comenta.

    Por que algumas crianças demoram mais para crescer?
    Segundo Cordeiro, a queixa mais comum relacionada ao crescimento infantil é a baixa estatura ou a diminuição de velocidade do crescimento. “Várias alterações podem atrapalhar o crescimento de uma criança. Distúrbios metabólicos, alterações hormonais, desnutrição, atividade físicas inadequadas, lesões das cartilagens de crescimento pós trauma ou infecções são algumas delas”, explica. E para identificar possíveis causas, é necessário investigar o histórico familiar e outros aspectos do desenvolvimento do paciente.


    Um caso que pode ocorrer, conforme o ortopedista, é o chamado “crescimento lento”, quando a criança baixa o patamar na curva. Ele conta que o principal motivo é a nutrição, seja por uma alimentação pobre em nutrientes ou por uma falha na absorção desses nutrientes pelo organismo.


    Outro ponto importante a considerar é que o desenvolvimento ocorre de maneira distinta entre meninos e meninas, com estirões de crescimento em idades diferentes.
     

    Diferenças no crescimento de meninos e meninas


    O médico explica que a principal diferença entre o crescimento de meninos e meninas acontece durante o início da puberdade. O chamado “estirão” nas meninas ocorre, em média, entre os 11 e os 12 anos de idade, junto com o aparecimento dos primeiros sinais de puberdade. Nessa fase, uma menina pode crescer 8 cm por ano (em alguns casos pode aumentar até 12 cm em um ano). Após a menstruação, o ritmo diminui cada vez mais até o fechamento das cartilagens. Já para os meninos, o estirão de crescimento ocorre mais tarde, em torno dos 13 e 14 anos de idade.
    “É muito importante saber que o desenvolvimento da criança segue, em geral, um padrão familiar. A idade da menarca da mãe e o padrão de desenvolvimento do pai são dados importantes para saber se a criança está crescendo de maneira saudável”, revela.

    O ortopedista  conta que muitos adolescentes, principalmente do sexo masculino, desenvolvem características da puberdade mais tarde e, consequentemente, o estirão de crescimento também vem depois. “Chamamos esse padrão normal de crescimento de ‘atraso constitucional do crescimento e da puberdade’, pois a estatura final será atingida dentro do padrão familiar e, por isso, não há necessidade de tratamento”, frisa.

    Crescer dói?


    É geralmente nesta etapa que surgem as famosas dores do crescimento, que afetam crianças entre 3 e 10 anos de idade e atingem principalmente os membros inferiores. Uma das causas possíveis dessas dores, segundo o ortopedista, é a fadiga muscular. “Nesses casos, a criança pode sentir dor e câimbras nas pernas ao fim do dia”, relata. O período do primeiro estirão de crescimento e falta de vitamina D também podem ocasionar dores musculares.

    No entanto, Cordeiro explica que alterações na rotina familiar e/ou algum evento traumático podem desencadear dores nas pernas e coxas, que se apresentam geralmente à noite e tendem a desaparecer em poucas horas.

    Segundo ele, é importante ter atenção com a frequência e intensidade das dores. “Dores diárias, contínuas, associadas à febre ou outros sintomas devem ser investigados imediatamente por um ortopedista pediátrico”, recomenda.
    Dependendo do diagnóstico, existem tratamentos que podem ajudar no aumento da altura ou diminuição do crescimento. “Em casos extremos, podemos optar por correções ortopédicas, como alongamentos ósseos e correção de deformidades angulares dos membros inferiores”, explica. Além disso, o especialista ressalta que para diminuir o crescimento, o endocrinologista infantil pode fazer uso de bloqueadores hormonais, sendo que cada caso precisa ser avaliado de maneira cuidadosa e a correção feita de forma individual.
     

    Dicas para um crescimento saudável
    Durante o crescimento, é importante que a criança tenha uma alimentação saudável, diversificada e rica em nutrientes. “Vivemos atualmente um aumento da obesidade infantil, que pode levar a inúmeros problemas ortopédicos”, alerta o médico.

    Uma forma de combater isso é a prática de esportes. Porém, a atividade praticada deve ser feita com acompanhamento e segurança, já que crianças podem estar predispostas a lesões devido à imaturidade do neurodesenvolvimento. “Eles podem não ter as habilidades motoras, bem como as habilidades cognitivas para compreender as demandas e os riscos de um esporte”, comenta.

    De acordo com o ortopedista, o excesso de atividades físicas também pode levar a alterações fisiológicas e anatômicas que afetam o crescimento. “O esporte na infância é importantíssimo para evitar o sedentarismo e estimular o desenvolvimento saudável do corpo, desde que acompanhado de um profissional habilitado para atendimento de crianças em diferentes fases de crescimento”, finaliza.
     

  • 10/09/2018

    a nostalgia quer me enganar, migs.

    a nostalgia quer me enganar, migs.
    (Foto: Imagem Shutterstock)

    Vicente vai fazer três anos daqui pouco menos de um mês.

    TRÊS anos.

    Eu estou tão nostálgica e nem sei porquê. Achei o primeiro ano horrível (me julguem) e tudo está tão gostoso agora.

    Mas a cada dia ele se distancia do meu bebê. As palavras vão ficando claras, as conversas mais interessantes e a imunidade está mais fortalecida, o que significa menos viroses e todos os tipos de “ites”. Tudo isso é muito bom, a maternidade agora me sorri e eu me sinto confiante e bem no papel de mãe.

    Mas há perdas.
    Cadê aquele corpinho cheio de dobras? Cadê aquela exclusividade do posto de pessoa mais interessante do mundo (que era meu, obviamente)? Cadê o meu bebezinho?

    Hoje, quando tenho "ataques de esmagamento", uma vontade de morder cada parte dele, sou questionada: “Mamãe, por que você me beija tanto?”.

    Quando estou com sorte, escuto: “Pode me esmagar, mas só um pouquinho, mamãe”.

    Há medo também.
    Será que vou conseguir amar o Vicente de quatro, cinco, doze, vinte anos com o mesmo encantamento que amo hoje, nos quase três?

    Eu sei que sim. Minha mãe me ama com paixão e eu tenho quase 35. Mas dá um medinho, como se algo fosse ficar perdido.

    O distanciamento cronológico me faz esquecer das mazelas do começo e deixa tudo mais bonito. Parece que nunca houve uma dúvida constante martelando na minha cabeça. Quase não lembro das noites que passei embalando o meu bebezão de quase cinco quilos (e foram muitas, muitas noites). Preciso me esforçar para ter uma leve lembrança da angústia que me consumia por não saber o que fazer com o recém-nascido mais chorão do sul do mundo.

    Só lembro com muita clareza da alegria do primeiro sorriso, da primeira gargalhada e de acordar e ver um dentinho apontando na boca banguela mais linda que já vi.

    Acho que é nessa fase que a mente nos sabota e a gente pensa em ter o segundo (terceiro, quarto…) filho, né?

    Aqui não, gavião.

    Vou seguir firme e forte no meu propósito de fazer do Vicente um filho único (eu acho, para desespero do companheiro), ainda que morra de saudade do bebê que vai dando lugar a um piá esperto, carinhoso e divertido.

     

  • 03/09/2018

    Lembranças do primeiro e último dia com meus filhos no Museu Nacional

    Lembranças do primeiro e último dia com meus filhos no Museu Nacional
    (Foto: Josianne Ritz)

    Eu tinha na memória momentos maravilhosos no Museu Nacional do Rio de Janeiro da minha infância, quando passava férias na casa da minha avó. Lembrava dos jardins majestosos, das exposições de fauna, flora, móveis imponentes, varandinhas bucólicas, escadas encantandoras, dinossauros. O tempo passou, cresci, tive filhos e todas as vezes que retornava ao Rio, agora como turista ocasional, acabava deixando a visita ao Museu para depois, pela distância, o tempo curto. Em janeiro deste ano, no entanto, como fiquei mais tempo na cidade com as crianças, resolvi levá-los para aquele lugar mágico da minha infãncia.

    Nem sempre (ou quase nunca) o que era bom na nossa infância é bom na visão dos nossos pequenos. Isso aconteceu com o Toblerone, com alguns filmes, desenhos, livros, programas de TV. Mas como mãe teimosa, eu sempre insisto. No Museu Nacional do Rio de Janeiro, a surpresa foi que a mágica permaneceu exatamente a mesma para eles. Os meus três filhos, então com 17, 12 e 5 anos, ficaram maravilhados com o lugar e todos os seus detalhes. Foi um dia memorável.

    O pequeno Théo ficou sem ar diante dos dinossauros tão grandes, daquela coleção de animais tão incríveis, besouros, fósseis. Ficou com medo da múmia, não queria olhar,  mas até hoje fala da múmia de gato e lembra que os egípcios amavam tanto seus gatos que queriam levar eles junto quando morriam. Betina e Maitê vibraram ao se deparar com Luzia,  mais antigo fóssil humano já encontrado no país, que já conheciam de tantos livros da escola. "É ela, mãe, é ela", falavam alto, enquanto eu pedia silêncio. 

     Ah, e a coleção de conchas, corais e borboletas, o polvo rosa pendurado no teto? Ficamos quase uma hora na sala delas, todos os quatro, maravilhados com tal beleza. 

    Maitê também arregalou os olhos para a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina. Théo comentando como eram dourados os móveis em exposição, quase passando do cordão de proteção. Betina curiosa com os meteoritos, lendo cada detalhe da história deles, tirando fotos para mostrar para a professora. 

    Foi uma visita de gritos e perguntas: "Mãaaaaeeee, olha o teto, que lindo, é todo pintado. Como eles subiam lá para pintar?", "Mãaaaeeeee, olha que escada linda, eu queria uma escada dessa lá em casa, porque parece de palácio de princesa",  "Mãaaeeeeeee, olha que medo daquela barata gigante (no caso um besouro)", "Mãaaaeeeeeee, olha esse meteorito, que imenso, e foi achado há tanto tempo. Pode cair um desse na nossa cabeça?", "Mãaaaeeeee, olha que lindo o jardim visto desta varandinha". 

    Tantos objetos preciosos e eu com meus filhos mais uma vez  aprendendo o valor da história. Tantos funcionários gentis, tantas exposições organizadas com perfeição que confesso que não prestei tanta atenção nos sinais da degradação, de paredes descascadas, algumas ligações elétricas precárias. Eu vi esses sinais, mas ficavam pequenos diante da grandiosidade do lugar. 

    Na saída, vimos uma caixa pedindo doações para melhorias no local. Contribuímos com alegria. Maitê, que agora já é uma universitária de História, disse pra mim: "Mãe, porque você não nos trouxe aqui antes? Agora, o Museu Nacional entrou na lista de lugares obrigatórios em todas as nossas visitas ao Rio". Claro que concordei. Fomos embora felizes demais sem nem imaginar que seria a primeira e a última vez deles naquele lugar incrível. 

    Ontem, quando contei ao Théo que o lugar que ele tanto amou tinha pegado fogo, ele me perguntou, chorando: "Mas por quê, mãe? E a escada linda? E a Luzia? E o gato múmia, o polvo rosa, o dinossauro, as pedras gigantes?" Aos cinco anos, ele sofreu com o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, porque aprendeu o que os nossos governantes não entenderam sobre a importância da nossa história, da educação e do conhecimento. 

     

     

  • 30/08/2018

    Alerta: escola de Curitiba registra casos de automutilação entre crianças

    Alerta: escola de Curitiba registra casos de automutilação entre crianças
    (Foto: Divulgação)

    A Secretaria da Educação confirmou na tarde desta quinta (30)   que o Núcleo Regional de Educação de Curitiba está acompanhando as denúncias de casos de automutilação de alunos em uma escola em Santa Felicidade, em Curitiba. Segundo a secretaria, a comunidade escolar está sendo orientada quanto à prevenção desta prática, e as ações serão reforçadas durante o mês de setembro com a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio e automutilação.

    As crianças, principalmente dos quintos, sextos e sétimos anos do Ensino Fundamental, têm participado de um desafio, no qual uns exigem que os outros cortem os braços com estilete e lâminas de apontador. Mais de 30 crianças já teriam apresentado ferimentos nos braços. "Ninguém consegue entender o motivo deste desafio. Simplesmente eles se cortam", disse o pai de uma das crianças, que não quis se identificar. Segundo ele, mais de 30 crianças já teriam apresentado cortes nos braços. 

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  • 27/08/2018

    Crianças também podem desenvolver TOC

    Crianças também podem desenvolver TOC
    (Foto: Divulgação)

    O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é um transtorno de ansiedade que faz o cérebro ficar focado em alguns medos ou obsessões. Quem tem TOC acredita que algo ruim pode acontecer caso esses ritos não sejam feitos. Alguns hábitos comuns são lavar as mãos várias vezes e checar se a porta está fechada. Apesar de alguns acharem que isso é só problema de adulto, isso pode também acontecer com as crianças.
     
    Mas os pais não precisam ficar desesperados. O TOC infantil pode ser amenizado com tratamentos adequados. Mas é importante que a família fique atenta para algumas características que podem ajudar a identificar os sinais e os traços manifestados pelos pequenos.
     
    Em relação ao ambiente escolar, a criança com TOC geralmente não tem o aprendizado pedagógico prejudicado. Porém, é provável que o rendimento escolar fique comprometido diante do pensamento obsessivo ou do perfeccionismo ao escrever uma palavra, por exemplo.
     
    Outro ponto é ter medo de utilizar alguma palavra achando que esta pode levá-lo a uma situação de tragédia.  Ao ficar presa nesses detalhes, ela não consegue aproveitar o conteúdo dado em sala de aula. Essa característica é bem comum entre crianças que tenham TOC. Elas pensam que algo de ruim vai acontecer se não fizer determinada coisa ou se afastar de seus pais.
    As crianças não sabem passar a mensagem que tem TOC para os adultos. Os pais e educadores que acabam percebendo alguns traços incomuns. Uma pista é quando esses pensamentos obsessivos e atitudes compulsivas ocorrem, pelo menos, uma hora por dia.
     
    Outros sinais podem ser dores de cabeça, dor de barriga, tristeza repentina e angústia. Aliás, o pequeno, ao sentir esses incômodos, pode ficar com medo de manifestar tal situação e ser reprimido pelos pais.
    É importante levar a busca pelo diagnóstico correto, pois o TOC pode apresentar algumas comorbidades, tais como: esquizofrenia, TDAH, bipolaridade, Síndrome de Touret, Transtorno de Espectro de Autismo, tiques (estímulos motores imprevisíveis sem planejamento).
     
    O tratamento é multidisciplinar e o acompanhamento do psiquiatra infantil é muito importante, bem como do psicólogo. Esse cuidado é fundamental para evitar problemas na vida acadêmica, emocional, social, profissional, quando adulto, e afetiva.
    Uma criança com TOC pode manifestar problemas na vida acadêmica, emocional, social, profissional, quando adulto, e afetiva. Corre sério risco da pessoa deixar de fazer coisas importantes para ficar imersa nessas situações. Além disso, tais atitudes geram angústia e medo.


     (*) Luciana Brites é especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação Ispe - Cae São Paulo. Além disso, é coordenadora do Núcleo Abenepi em Londrina. Clay e Luciana Brites são fundadores do Instituto NeuroSaber (www.neurosaber.com.br). A inciativa tem como objetivo compartilhar conhecimentos sobre aprendizagem, desenvolvimento e comportamento da infância e adolescência.
     

  • 27/08/2018

    A vida de uma fotógrafa de partos

    A vida de uma fotógrafa de partos
    (Foto: Franklin de Freitas)

    De jornalista a fotógrafa de parto, a transição de Luciana Zenti, 41 anos, foi longa, mas natural.  A história de uma das poucas fotógrafas especializadas em parto do País está entrelaçada com a militância pelo parto humanizado e a própria experiência com o nascimento dos dois filhos, hoje com 15 e 8 anos. “Tenho dois filhos que vieram ao mundo de parto normal. Amo a gestação e as emoções que fazem parte do nascimento. Por isso, tenho me dedicado a fotografar e eternizar o dia que vai estar no primeiro capítulo da história destas crianças, destas famílias. Vejo na fotografia um instrumento social e político em prol do parto humanizado”, conta Luciana, que iniciou esse trabalho em 2014 e hoje vive exclusivamente de fotografar partos em Curitiba.

    A guinada não foi planejada. Jornalista por mais de 20 anos, Luciana passou pelas experiência do jornalismo diário em uma rádio e passou boa parte dos anos fazendo reportagens para revistas, principalmente sobre Educação e Sustentabilidade. “Nas revistas, a foto é muito importante e eu sempre participei deste processo de pautar, de escolher as melhores. Olhando a minha trajetória, percebo que sempre gostei do jornalismo com uma pegada social, por isso educação e sustentabilidade foram o meu forte. Hoje, tenho noção que com a fotografia de parto, segui meu caminho natural. É uma fotografia documental e o olhar de jornalista ajuda muito. E a adrenalina? Sempre convivi com ela desde o jornalismo diário”, lembra Luciana. Ela decidiu fazer um curso de fotografia como hobby, mas não demorou para o hobby virar profissão.  “Quando eu estudava fotografia, eu pensei se existiria fotografia de partos e descobri que no exterior existem muitos profissionais especializados. No Brasil, existe um número muito menor de fotógrafos da área. Resolvi fazer um workshop em Brasília e descobri que fazendo aquilo eu seria feliz. A fotografia de parto me escolheu”, conta Luciana.

    Para ela é mais que uma profissão, é uma militância pelo parto humanizado, onde a mulher e a família são respeitadas: “Eu tive dois filhos de parto normal e com eles descobri esse mundo. Eu queria que mais mulheres tivessem essa experiência maravilhosa. Num primeiro momento, como jornalista, tinha a vontade de fazer algo nesta área, mas não tinha muita certeza como. Com a fotografia de parto, eu consigo isso, porque as imagens tocam as pessoas”. Ela também destaca que as fotos do parto são muito importantes para a mãe que, embora seja protagonista, não vê como seu filho seu nasce, apenas sente. “As fotos são emocionantes para a mãe, são a recordação de um momento único, de um ângulo que ela jamais veria sem a ajuda de uma máquina fotográfica”. 

    Leia reportagem completa aqui

  • 23/08/2018

    Em briga de irmãos... mãe bota amor

    Em briga de irmãos... mãe bota amor
    Eu entre elas: Marcella ( de vermelho) e Bianca (Foto: Franklin de Freitas)

    Como vocês lidam com as brigas dos filhos? Interferem? Deixam que se entendam sozinhos? A história que vou contar talvez ajude você, mãe, que assim como eu, volta e meia precisa se transformar em juíza de “pazes”.

    Há 15 anos, levei um puxão de orelha em cadeia nacional por conta da minha forma de tentar ensinar minhas filhas mais velhas a se amarem, após as brigas. Sempre acreditei que um abraço, um beijo, um eu te amo seriam importantes para desfazer mal estares entre elas, até que para tentar ajudar uma amiga que trabalhava em um canal de televisão topei dar uma entrevista contando como resolvia as brigas lá em casa. Na época, a Bianca (a mais velha), tinha uns 13 anos e a Marcella, uns 5.

    Fui criada em uma família de três filhos (sou a mais velha) e as brigas, como em qualquer relação entre irmãos, eram constantes. Meus pais eram incríveis. Em um tempo em que não se falava muito em educação de filhos, eles nos criavam com muito amor, conversa, dedicação, castigos e umas cintadas de vez em quando (coisa que não defendo, só to contado, mas não foi ruim, pelo contrário). Sempre que começava uma briga entre nós, meus pais exigiam que parássemos e fizéssemos as pazes. Foi assim que eu aprendi. Hoje somos grandes amigos-irmãos.

    Voltando a minha entrevista, contei toda empolgada para a repórter que quando minhas filhas brigavam, eu as colocava de castigo, juntas, abraçadas e fazia que elas dissessem que se amavam. Essa era a minha forma. A maneira que encontrei de dar um recadinho pra elas: “Hei, gurias, vocês precisam se amar. Vai ter um tempo que serão só vocês duas.”

    Acontece que esse meu método foi analisado por uma famosa psicóloga e ela simplesmente acabou comigo. Sabe aquele tipo de matéria que primeiro passa o que a pessoa faz, depois vem o profissional dizendo se tá certo ou errado? Bem, no meu caso tava muito errado! Ela foi muito clara em dizer que estava muito errado o que eu fazia. Que aquilo não deveria ser feito, pois eu traumatizaria as meninas e elas acabariam não se gostando. Imaginem a minha cara ouvindo isso! E pior... Imaginem meu coração de mãe... Sim, naquele momento me senti a pior das mães! Péssima. Como eu poderia fazer aquilo? Quase me demiti da função. A sorte é que não sou muito de ficar chorando pelo leite derramado e confio nos meus instintos.

    Depois dos “conselhos” que recebi, comecei a variar as formas de lidar com as brigas, mas elas continuaram se abraçando e se beijando após os “fights”. Hoje, com 28 e 20 anos, são boas amigas e eu continuo driblando brigas, agora entre o Santiago (14) e a Serena (7), mas sem perder a esperança que também serão companheiros no futuro.

  • 20/08/2018

    Feira apresenta principais tendências para festas infantis em Curitiba

    Feira apresenta principais tendências para festas infantis em Curitiba
    Eu entre elas: Marcella ( de vermelho) e Bianca (Foto: Divulgação/Gustavo Wanderley)

     Com novidades, a 3ª edição da Faça Festa Curitiba está confirmada para os dias 22 e 23 de setembro. O evento, que este ano traz o conceito “a feira mais colorida da cidade”, será no ParkCultural, no ParkShopping Barigui e já tem mais de 30 fornecedores confirmados. O espaço vai receber expositores de decoração, doces artísticos e personalizados, fotos, vídeos, embalagens, lembrancinhas, locação e recreação. A entrada é franca.

    Dentre os destaques desta edição estão os trabalhos handmade (feito à mão) que são tendências no mercado de festas, além da reutilização de objetos de festas e itens existentes em casa ou de outros aniversários. “A tendência minimalista valoriza o simples e encanta as pessoas. É a comemoração que fica na memória dos convidados e do aniversariante”, ressalta Paula Walter, organizadora da Faça Festa Curitiba.  Paula explica que dentro da feira será possível encontrar e planejar cada detalhe da comemoração para festas de crianças e adolescentes.  “As festas atuais têm a personalidade do homenageado. Por isso os elementos de decoração, confeitaria e lembrancinhas ganham exclusividade”, destaca a organizadora do evento. Outra novidade desta edição é que dentro da feira haverá lojas com produtos dos expositores para compra.  

    A Faça Festa nasceu em 2016, com a proposta de ser a primeira e a melhor feira do mercado de festas infantis de Curitiba. A ideia é mostrar e valorizar o trabalho dos profissionais da área, e assim fomentar o mercado na capital paranaense.  

    Além de expositores, a feira terá uma programação cultural repleta de atividades gratuitas para as crianças, com shows, brinquedos infláveis, oficinas, atividades e área kids, “A Faça Festa tem o objetivo de proporcionar às famílias experiências agradáveis, um fim de semana alegre e divertido”, destaca a organizadora do evento. 

    Expositores confirmados:

     

    A Bela Pipoca

    Agora sim! By Deda e Lu

    Ale Arts

    Alegrarte

    Alegrin

    Amity Papelaria

    Ana Morselli

    Arte da Magia

    Arttes que Adoçam

    Ateliê Juliana Gelain

    Bel Fiore

    Bibiscoitos

    Brahma Express

    Brumac Films

    Bruno Cavalieri Fotografia

    Buffet Cata-vento

    Buffet City of Colors

    Buffet Petit Poá – Coxinha no Cone

    Buffet Play House

    Café com Arttes

    Certos Detalhes

    Confetti Doces

    Contefee

    Criando Sonhos

    Cup and Cakes

    Di Mari Brigaderia

    Doce e Azedo Personagens

    Doceria Encantada

    Dona Capricho

    Dunniis

    Empório do Doce

    Expositor

    Fábula Fotografia Infantil

    Fairy Tales

    Festas à Mão

    Festeira Acessórios para Eventos

    Gus Wanderley

    Hora da Festa Locação

    IFestas Decorações

    Insta Impresso

    Josi Ferreira Doces Artísticos

    Karen Ranalli Doces

    Laisa Laços

    LumiLoc

    Mais Festas

    Márcia Moura Doces Finos

    Marjori Bolos

    Momento Afetivo

    O Que Marina Vê

    Pacotinho de Amor

    Paula Soares Photos

    Pauliane Pacholek

    Petit Poá Buffet

    Petit Poá Decorações

    Photo Dreams

    Ray Festas e Decorações

    Rê Câmara Photography

    Scrap Sonho

    Stilo Arte em Madeira

    Tendinha Handmade

    Thama Rocha Ateliê

    The Cakery

    Tio Pipoca

    Toca da Coruja

    Unidanitê

    Up Criativa

    Vila dos Animais

    Vivian Rozendo Locações

    Serviço

    Faça Festa Curitiba 2018

    Quando: 22 e 23 de setembro de 2018

    Onde: ParkCultural, no ParkShopping Barigui - R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Mossunguê

    Entrada franca

    Informações:

     www.feirafacafesta.com.br/

    www.instagram.com/facafestacuritiba/

    www.facebook.com/facafestacwb/

  • 13/08/2018

    Saiba como e quando preparar seu filho para andar sozinho por aí

    Saiba como e quando preparar seu filho para andar sozinho por aí
    Alunos durante aula de andar de ônibus (Foto: Franklin de Freitas)

    Quem é pai ou mãe de uma criança ou um adolescente já teve, tem ou terá dúvida sobre a idade ideal e segura para que seu filho ande nas ruas, vá ao shopping ou pegue o ônibus sozinho. Especialistas divergem sobre a idade ideal. Alguns dizem ser a partir dos 10 anos, outros garantem que 12 anos é mais prudente. Mas todos concordam em pelo menos dois pontos. Para eles, a autonomia de andar sozinho por aí começa a ser construída quando a criança ainda é pequenina, por volta dos três, quatro anos.  Na opinião dos especialistas, os pais precisam participar ativamente deste processo e para isso precisam acompanhar os filhos dezenas de vezes antes que eles façam `voo solo`. 


    Gabriela Freitas, gerente executiva da ONG Criança Segura, diz que organização recomenda o que chamam de ´idade mágica` 10 anos para que a criança comece a exercer sua autonomia na prática, mas isso depende da rotina da criança com os pais. “Se os pais nunca andaram de ônibus com a criança, ela não terá condição de segurança para fazer isso. Antes de sair sozinho, a criança precisa, por exemplo, saber tudo sobre o trânsito, faixa de segurança, sinal e ter feito várias excursões com os pais”, explica, ela. “A idade ideal é muito particular do desenvolvimento da criança. Há crianças mais novas que são mais atentas, têm mais experiências, enquanto há outras mais velhas que precisam de mais indicações dos pais”. Ela diz que antes de liberar os filhos para qualquer passeio, é preciso prever tudo que pode acontecer e todas as situações que a criança vai enfrentar para orientá-la. “Se vai no shopping, indicar como se comportar se algum estranho vai falar com ela, se vai na casa de um amigo, ver se há piscina, se vai ter algum adulto, alguma possibilidade de acidente”, afirma.  Ela lembra que as crianças entre 10 e 13 anos são muito irresponsáveis, porque estão encantadas com a liberdade que recebem. “Elas tem tamanho, mas não maturidade, por isso os pais precisam analisar essa maturidade antes deixar que elas andem sozinha”

    Na opinião de Maisa Pannuti,  psicóloga, doutora em Educação e professora do curso de Psicologia da Universidade Positivo (UP), não existe uma idade ideal para que as crianças saiam sozinha, porque tudo depende da autonomia criada na família ao logo do tempo. “A construção da autonomia começa desde muito cedo, com três, quatro anos, quando os pais pedem que a criança se vista sozinha, guarde seus brinquedos. Depois quando vira responsável pelas suas tarefas escolares, cuide de seu material escolar. Sempre dando atividades compatíveis com a idade. Há crianças que ficam ´maduras´ mais cedo. Outras demoram mais, mas geralmente é resultado da rotina da família”, explica Maisa. A sugestão dela é que antes de qualquer tarefa, a autonomia seja construída junto com  os pais. “No caso de usar o transporte coletivo, por exemplo, os pais devem fazer várias viagens com os filhos, depois levá-lo até o ponto de ônibus, depois pedir que mande notícias. Na primeira ida ao shopping, os pais devem ficar no local e pedir que as crianças venham até eles de 30 e 30 minutos. Tudo sempre acompanhado de muitas explicações e sugestões”, recomenda.

    CUIDADO COM O TRÂNSITO, MAIOR CAUSA DE MORTES ENTRE 10 E 14 ANOS

    A gerente executiva da ONG Criança Segura, Gabriela Freitas, lembra que apesar de os pais se preocuparem com a violência antes de liberarem os filhos para `excursões` solitárias pela cidade, o maior risco é o trânsito e, por isso, a educação para o trânsito é essencial. “A maior causa de morte entre crianças de 10 a 14 anos é acidente de trânsito, entre eles atropelamentos, acidentes de carro, de moto”, explica ela. 
    Gabriela recomenda que os pais andem muito a pé com seus filhos, indicando a faixa de pedestre, mostrando os sinais de trânsito: “É importante ressaltar o contato visual com os motoristas para que eles saibam como agir”. 

    ESCOLA TRANSFORMA AUTONOMIA EM DISCIPLINA

    Diante da insegurança dos pais e da necessidade de as crianças e adolescentes terem mais contato com a `vida real`, a autonomia virou matéria na Escola Atuação, em Curitiba. Alunos de 12 e 13 anos saem pelo menos uma vez por semana e aprendem a andar nas ruas sozinhas,  a usar o transporte coletivo, a pagar contas, comprar produtos. “Os pais hoje querem que seus filhos se virem, mas até essa idade eles só andam de carro, são levados de cima para baixo. E o único jeito de aprender a se virar é praticar. Então, ensinamos a andar em segurança, a agir em situações de risco, ou seja a alcançar a autonomia necessária para o desenvolvimento. Assim todos ficam seguros para andar de ônibus, ir ao shopping”, conta Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação. 
    Segundo ela, es estudantes aprendem desde regras de segurança, mobilidade, até´etiqueta´: “Eles aprendem a dar lugar aos mais idosos nos ônibus, a esperar a vez, a não fazer algazarra, enfim a se tornarem cidadãos do mundo. Economia doméstica também faz parte desta matéria”.  Ela conta que uma das aulas mais esperadas pelos estudantes é aprender a pegar ônibus com segurança. “Nós estabelecemos um objetivo, por exemplo, ir até o Centro da Cidade e nós estudamos juntos os aplicativos e mapas para descobrir o melhor caminho”. Sobre a idade ideal para andar sozinhos, Esther acredita que seja justamente entre 12 e 13 anos.

     

    Dicas para orientar seu filho a sair sozinho

    -Trabalhe a autonomia da criança desde os 3 ou 4 anos, dando responsabilidades, como guardar brinquedos, se vestir sozinho. Com o passar do tempo, aumente as responsabilidades e assim, a criança ganhará cada vez mais autonomia

    -No caso de atividades novas, como ir sozinha para a escola, a pé, de ônibus ou ir ao shopping, os pais devem fazer o percurso junto com a criança dezenas de vezes, sempre explicando os cuidados a serem tomados e as regras sociais.

    - Desde cedo, passe regras de segurança e ensine como agir em casos de emergência, como ser abordado por estranhos ou se perder. 

    - Deixe lista de telefones sempre acessível para a criança. Saber os números dos bombeiros, polícia, emergência também é muito útil

    - Em caso de insegurança na caminhada, diga para seu filho entrar em um estabelecimento comercial e pedir ajuda.

    - Não se esqueça de ensinar as regras de trânsito, afinal acidentes são a maior causa de morte entre 10 e 14 anos.  

    - Mapeie todos os riscos do trajeto ou do local onde a criança vai e antecipe as orientação. Se ele vai na casa de um amigo com piscina, explique que ele vai poder entrar ou não e o que pode ou não fazer, por exemplo.

    - Peça que no ônibus ele escolha um assento, se possível, ao lado do cobrador ou do motorista, para que possa pedir ajuda em caso de necessidade.  Os pais podem fazer uma “parceria” com os motoristas, caso o horário seja sempre o mesmo.

    - É fundamental também que a criança saiba de cor seu endereço e os telefones dos pais ou responsáveis. Andar com um cartão de identificação na mochila, com nome, endereço e telefones é outra medida recomendada.

    - Lembre-se que o assédio na rua pode vir não apenas de adultos, mas também de outras crianças.
     

  • 13/08/2018

    Parabéns, pai.

    Parabéns, pai.
    Alunos durante aula de andar de ônibus (Foto: Arquivo pessoal )

    É ele quem troca as fraldas de cocô. Ele quem sabe o horário das homeopatias, a temperatura certa do tetê, o dia do pediatra. É ele quem leva e busca da escola e levanta de madrugada pra pegar água, leite, remédio, roupa limpa e o que mais precisar.

    Mas nada disso faz dele um bom pai. Isso é obrigação, responsabilidades que vieram com um filho. Nós, como sociedade, precisamos parar de fazer "own" e achar o máximo quando um pai empurra o filho no carrinho. (E mães que criam filhos sozinhas: minha devoção eterna. Não consigo imaginar ser mãe sem um pai que faça seus 50% diários).

    O pai do meu filho é o máximo pelos detalhes. Pelo prazer que ele sente em estar com o Vicente. Pela entrega, pelo riso frouxo, pelo olho cheio de lágrimas ao contemplar o filho fazendo qualquer coisa aleatória. Por perceber o tempo implacável e se lamentar pela saudade ainda não sentida. Ele é o máximo porque busca paciência do além pra responder 30 vezes a mesma pergunta, porque se joga no chão para brincar, faz vozes, imitações e toca instrumentos imaginários.

    Se você, pai,está passando pela paternidade e não sabe do joelho ralado, do medo e das palavras inventadas, dos sonhos e de tantas primeiras vezes, sinto muito pelo seu filho e filha. Pai tem papel fundamental. Ensina sobre as multiplicidades das relações e diversifica o olhar sobre a vida. Mas ele e ela vão ficar bem. Eu sinto mesmo é por você, que abre mão de viver com louvor a experiência mais transformadora da vida. Que nunca vai saber a beleza que é ter um filho.

    Meu feliz dia dos pais é pra quem honra a palavra pai. Pra quem sabe que filho não tem nada a ver com casamento, que pensão não é favor e que dinheiro sozinho não compra educação. Feliz dia dos pais também para as mães que, por amor às crias, fazem de um tudo para dar conta de uma responsabilidade que não é só delas.  

    E pra você, meu companheiro, que lindo você e o Vicente terem um ao outro. 

    Ao meu pai, obrigada por tudo. Estranho seria se eu não sentisse tanta saudade.

     

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